Uma longa batalha

Sozinha na Câmara Municipal, única vereadora eleita na última eleição municipal, Danutta Rosseto, do partido Republicanos, foi alçada à condição de presidente da Câmara Municipal para exercer o mandato de um ano em 2024.
Sua eleição deveu-se muito mais à rivalidade dos dois grupos políticos que dominam o Legislativo de Vargem Grande do Sul, do que a sua condição de mulher que exerce seu mandato junto a doze vereadores homens. Não a elegeram por sua condição feminina, tão pouco por ser mulher e ter uma liderança que se destacava entre seus pares.
Mas, ela soube no universo que convivia, se fazer respeitar, conviver com a maioria e não abrir mão de sua candidatura. Agora, cabe a Danutta, que tem plena consciência da sua eleição, dar exemplo de sua capacidade no comando do segundo poder municipal e do quanto as mulheres são capazes de exercer funções públicas ligadas à área política, abrindo os caminhos para que mais mulheres vargengrandenses participem da vida política da cidade, ganhem de fato seus espaços e contribuem para que a cidade se desenvolva mais, neste universo predominantemente masculino.
Não é tarefa fácil, mesmo com a lei eleitoral determinando que parte do número de vagas nas eleições municipais, devem ser preenchidas por candidatas do sexo feminino. Não é fácil forjar lideranças políticas, principalmente femininas. Contam-se nos dedos o número de mulheres que passaram pelo Legislativo local, deixando suas marcas.
No poder Executivo tivemos o casuísmo de ter eleito Denira Rossi para prefeita, de triste história, diga-se de passagem, e uma figura feminina que se elegeu graças ao seu marido José Carlos Rossi, um dos mais carismáticos prefeitos que Vargem já teve e, na época, dizem que elegia até um poste se quisesse.
Que as mulheres de Vargem Grande do Sul participem mais da vida política da cidade, competência elas têm de sobra para tal mister. Que suas lideranças sejam reconhecidas pelo trabalho realizado e que na hora de votar, os eleitores saibam e também os partidos políticos, indicar e escolher as mulheres que de fato possam fazer a diferença na política local, quase que totalmente dominada pelo sexo masculino.

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