Mato e sujeira

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A manchete da Gazeta de Vargem Grande do dia 9 de dezembro abordou a iniciativa da prefeitura de Vargem Grande do Sul em intensificar a fiscalização de terrenos sujos, com mato alto, acúmulo de entulho, sem mureta e sem calçadas na cidade.
A medida é extremamente necessária. Em época de epidemia de dengue, Zika vírus e chikungunya, todas transmitidas pelo Aedes Aegypt, que se prolifera em locais com acúmulo de entulho e água parada, manter terrenos limpos é uma medida de saúde pública.
Porém, muitos cidadãos se sentiram revoltados não pelo anúncio em si, mas pelo fato da própria prefeitura, possuidora de muitas áreas na cidade, não manter os seus próprios imóveis em condições adequadas.
É óbvio que a municipalidade precisa dar exemplo e fazer a lição de casa. Afinal, se é a própria prefeitura quem multa o vargengrandense por não cuidar de seus terrenos, quem vai multar a prefeitura por não fazer o mesmo?
São dezenas de áreas institucionais ainda sem construção, praças, terrenos de escolas, prédios não usados, construções paradas que pertencem ao município e que precisam ser mantidas limpas, sem entulho, sem acúmulo de água parada.
No entanto, o cidadão não pode se eximir da responsabilidade de zelar pelo seu quintal, pelo seu terreno, por manter a sua calçada em condições adequadas para evitar acidentes. Não se pode deixar de fazer algo correto só porque outro não faz. Todos possuem participação efetiva na saúde pública.
Que a prefeitura intensifique não só a fiscalização, mas a limpeza de suas áreas. Que os vargengrandenses cobrem a prefeitura por esse serviço. Que todos juntos denunciem quem não cumpre a lei e que assim, com cada um fazendo seu papel, a cidade vá evoluindo.

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