Cursinho popular está com matrículas abertas

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O Cursinho Popular Maria Maria iniciará suas atividades pedagógicas-culturais neste mês de fevereiro. As matrículas serão realizadas no sábado, dia 17, nas proximidades da Escola Municipal Francisco Ribeiro Carril. As aulas, por sua vez, terão início no dia 3 de março e ocorrerão em todos os sábados, das 8h às 13h. Para os alunos interessados, é necessário trazer uma cópia do RG, uma cópia do CPF, e também cópias de declaração de matrícula, comprovante de residência e comprovante de renda familiar.
O edital de inscrição para alunos do Cursinho Popular Maria Maria seleciona perfis específicos, e tem preferência por aqueles que são provenientes de escola pública, possuem renda média familiar (RMF) inferior a 3 (três) salários mínimos e que esteja cursando o terceiro ano do Ensino Médio.
Serão oferecidas 60 vagas e, mesmo os alunos que já participaram das atividades em 2017, podem frequentar novamente. O grupo lembra que ainda precisa de professores-voluntários para cumprir o quadro docente, principalmente de Filosofia, Matemática e Literatura. Também procuram professores que sejam, preferencialmente, licenciados ou em formação na área de atuação.
As atividades pedagógico-culturais, durante esse ano, também acontecerão no Carril. Segundo os responsáveis, por se localizar em uma zona central no município, foi extremamente importante assegurar este espaço, dado que em outras escolas, muitos dos alunos não tinham acesso ou tinham que parar de frequentar as aulas durante o ano. Essa questão logística, assim como a seleção de alunos, professores e posicionamentos ideológicos, versam acerca da democratização do ensino superior público, conforme ressaltaram.
“Portanto, entendemos que o Cursinho Popular é pensado na crítica da privatização de IES públicas no Brasil, contra a massificação da sistema universitário por grandes corporações que gerem faculdades privadas, assim como critica a adoção de pautas tecnicistas em detrimento da qualidade da formação superior. Constantemente ameaçados por aprovações de reformas violentas (Previdência, Trabalhista, da Educação), caminhamos na contramão desse processo por considerar a importância de políticas públicas mais inclusivas. Como o ENEM e o Prouni, que ampliaram o acesso de classe trabalhadora na universidade, cotas étnico-raciais na graduação e na pós-graduação, recentemente aprovadas por universidades estaduais de São Paulo, assim como tecnologias de auxílio e permanência para ingressantes”, informaram via texto encaminhado á Gazeta de Vargem Grande.
“Por fim, ressaltamos que a experiência no ano de 2017 nos permitiu repensar organizacionalmente as atividades realizadas. Nos manteremos no contra-discurso político e educacional, na certeza de estimular novas subjetividades, permitindo que as possibilidades de acesso e formação universitária se tornem mais universalizadas sem, no entanto, imprimir um imaginário acerca do vestibular fomentados por cursinhos particulares”.

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