Participação feminina

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Fundamentais na rotina de todas as casas e famílias de Vargem Grande do Sul, as mulheres exercem ainda pouco a sua representatividade política na cidade. A luta pelo protagonismo feminino na cidade e os poucos avanços em alguns setores expõe o abismo na relação de espaços conquistados entre homens e mulheres.
Um exemplo é o poder Legislativo. Desde a primeira legislatura, constituída em 24 de fevereiro de 1922, foram centenas de vereadores que passaram pela Câmara Municipal de Vargem Grande do Sul. A maioria absoluta, homens. Se conta nos dedos as vereadoras. Foram seis ao todo.
Beatriz Defácio Correa Leite, na sétima legislatura, de 1973 a 1977, foi a primeira mulher a assumir como vereadora em Vargem. Na décima legislatura, de 1988 a 1992, foram eleitas Maria Pereira da Fonseca, a conhecida Dona Zinha e Neide Castilho. Dona Zinha foi reeleita nos dois mandatos seguintes. Depois, a Câmara só voltaria a contar com uma mulher na 15ª legislatura, com Sandra Regina da Silva Picinato, de 2009 a 2012. Na Câmara seguinte, assumiu a vereadora Márcia Iared. A professora Simoni Marques, que se elegeu como suplente de vereador, tomou posse e exerceu um mandato por algumas semanas, enquanto o vereador Toco pediu afastamento para um tratamento de saúde. Atualmente, a Câmara não conta com nenhuma vereadora.
No Executivo, Vargem Grande do Sul já teve uma prefeita, Denira Tavares Rossi, eleita para o mandato de 1997 a 2000, mas não chegou a terminar a sua administração, pois foi processada e cassada por irregularidades.
Se no poder Legislativo e no Executivo a participação feminina está bem aquém de sua representatividade populacional, no Judiciário de Vargem o cenário é mais igualitário. A comarca possui duas varas, em uma delas, a titular é a juíza Marina Silos de Araújo, na outra, o juiz Christian Robinson Teixeira. Já no Ministério Público, também são dois promotores, Leonardo Meizikas e Maria Carolina da Rocha Medrado Soffredi.
Nas demais áreas da administração pública, o desequilíbrio permanece. Se na Educação e na Saúde, há um certo predomínio feminino, em todas as demais, os homens prevalecem. Na área de segurança pública, por exemplo, a Polícia Civil conta com a delegada Anna Valeria Annunziata Gabricho no comando da Delegacia. Mas na Polícia Militar da cidade, não há nenhuma mulher. Já na Guarda Civil Municipal, são cinco mulheres que atuam na unidade.
Dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) mostram que Vargem conta com uma população estimada de 41.075 habitantes. Deste total, 20.772 mulheres e 20.303 homens. Mas apesar de serem a maioria na cidade, as mulheres ainda precisam conquistar esse espaço na política e entre as lideranças da cidade. Para se avançar nesse sentido, o caminho é complexo e a educação, conscientização e empoderamento feminino são essenciais. No próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, mais do que flores e homenagens, é preciso ações para a igualdade.

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