Moradores falam sobre semana sem Zona Azul

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Durante a semana, motoristas não precisaram se preocupar em procurar os agentes da Zona Azul. Foto: Reportagem

O sistema de estacionamento rotativo nas ruas do Centro em Vargem Grande do Sul, a Zona Azul, deixou de ser cobrado na última segunda-feira, dia 9. Assim, a reportagem da Gazeta procurou motoristas e comerciantes que avaliaram os primeiros dias sem o serviço na cidade.
Eduardo Gomes, da loja Eduardo Modas, observou esse período como positivo. “Foi muito bom para o comércio, porque aí a turma chega, pode parar, entrar, pagar, não tem pressa pra sair, não precisa entrar correndo com medo de levar multa”, disse. Em sua opinião, acabou melhorando a vida dos motoristas e comerciantes. “O fim da zona azul foi vantajoso, foi melhor para o comércio, os clientes conseguem vir mais facilmente. Antes vinha gente pagar e não conseguíamos vender outra coisa porque eles tinham que sair correndo”, disse, avaliando que a movimentação pela rua do Comércio aumentou.
Samuel Cardoso da Siqueira, que tem loja na esquina da Rua do Comércio com a Avenida Regato, também comemora o fim da Zona Azul. “Acredito que a zona azul tinha que existir apenas em volta da Praça, para que as pessoas consigam ir ao banco rapidinho e já ir embora. No resto das ruas eu acho errado, não precisa ter Zona Azul na rua do Comércio”. Ele também comparou o sistema antigo com São João, avaliando que no município vizinho, onde há parquímetros, funciona melhor. “Eu mesmo que faço tudo, eu pago, eu retiro o papel e eu coloco no carro, resolvo todos meus problemas sozinho. Aqui não, aqui você precisa de alguém”, disse.
A condutora Maria Amélia da Silva aprovou a semana sem Zona Azul. “Não sou contra isso. Mas, por exemplo, as ruas laterais podiam deixar de ter a Zona Azul, de modo que as pessoas consigam parar”, sugeriu.

Inquérito

O Ministério Público instaurou no dia 11 de abril de 2017 o inquérito civil com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na exploração do sistema rotativo de estacionamento em vias públicas. O processo foi aberto após a representação de um morador da cidade, o cidadão Jean Menossi.
A promotoria entendendo que havia indícios de irregularidades, como prejuízo aos usuários, em virtude do aumento dos valores cobrados, do número insuficiente de funcionários, ausência de sistema de parquímetros, entre outros. Na época, o MP oficiou a prefeitura, a empresa e também à Câmara sobre quais providências haviam sido tomadas com relação ao serviço. Assim, o Legislativo instaurou uma CEI que ao final levantou irregularidades como a ausência de parquímetros, atraso no repasse dos valores aos cofres públicos, ilegalidade na aplicação das multas, ilegalidade no decreto que aumentou a tarifa e no aumento do número de vagas.

Durante a semana, motoristas não precisaram se preocupar em procurar os agentes da Zona Azul. Foto: Reportagem

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