Preço da batata pode trazer prejuízo a agricultores

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A colheita da safra de batata em Vargem Grande do Sul, que continua até o começo de outubro, se aproxima dos 40% de área colhida dos 11 mil hectares plantados. O esperado é que a região de Vargem Grande do Sul totalize aproximadamente 385 mil toneladas de batata. No entanto, o baixo preço que o produto tem obtido no mercado tem preocupado os produtores.
Segundo Fábio Henrique de Oliveira, engenheiro agrônomo coordenador do Departamento Técnico da Cooperbatata de Vargem Grande do Sul, o preço do saco de 50 kg de batata que no final de julho começou a ser vendido por R$ 30,00 a R$ 35,00, nesta semana estava sendo vendido de R$ 12,00 a R$ 15,00 reais, chegando a ser vendido a R$ 8,00 na tarde de quarta-feira, dia 15.
Ele ainda observou que devido a alta oferta de produto pela região, não há expectativa de melhora para a safra. “Infelizmente para o mês de agosto e setembro, a expectativa não é de melhora, porque além da região de Vargem Grande estar ofertando, ainda temos um pouco de oferta no sul de Minas (MG) e uma grande oferta em Cristalina (GO), deixando a oferta acima do que é comum nessa época. Segundo o índice Cepea/Esalq, que estuda há 10 anos o mercado de batata, não há expectativa de melhora”, conta o engenheiro agrônomo.
Fábio observou ainda que o preço que está sendo vendida a batata, não paga o valor investido pelos agricultores, fazendo com que exista probabilidade de prejuízo para essa colheita. “Pois o preço da batata não paga nem 50% do que foi investido, o saco de 50 kg de batata tinha que estar sendo vendido de R$ 38,00 a R$ 40,00 reais para pagar o custo, vender a R$ 12,00 cria um prejuízo de quase 70% do investimento, imagine vender a R$ 8,00, como chegou a ser nesta semana”, disse Fábio.
Ele observou que na região, as culturas plantadas no inverno não apresentam preço satisfatório e trazem prejuízo, como por exemplo, batata, cebola, beterraba e feijão. “Precisamos de muita força, pois nossa região atravessa um momento difícil, as culturas estão amargando prejuízo e neste cenário fica difícil o trabalho dos agricultores, pois toda pessoa que trabalha merece sua remuneração, e neste ano nossos agricultores ficam sem remuneração e sem condições de investimentos nas próximas culturas“, finalizou Fábio.

Colheita já atingiu 40% da lavoura e preço continua baixo. Foto: Gazeta

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