Preço do combustível na cidade deixa de ser o mais caro da região

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Preço do combustível em Vargem está na média com a região. Foto: Gazeta

Depois de muito tempo sendo considerado um dos mais caro da região, o preço do litro da gasolina e do álcool combustível em Vargem Grande do Sul acabou ficando mais barato que algumas cidades, como Itobi, Casa Branca, São Sebastião da Grama e São José do Rio Pardo.

O levantamento realizado pela reportagem da Gazeta de Vargem Grande nos dias 27 e 28 de novembro comprovou que a média dos sete postos da cidade foi de R$ 4,27 pelo litro da gasolina, com estabelecimento cobrando de R$ 4,18 a R$ 4,49 o litro.

Na região, o levantamento foi feito em dois postos de cada cidade. Em Casa Branca, a média foi de R$ 4,43 o litro da gasolina. Em São Sebastião da Grama, a média foi de R$ 4,44 o litro. A cidade de São José do Rio Pardo teve a maior média, com o valor do litro da gasolina a R$ 4,47. No único posto de combustível em Itobi, foi verificado o preço de R$ 4,34. Em São João da Boa Vista, a média entre os dois postos averiguados foi de R$ 4,16. Aguaí foi a cidade da região que obteve menor média, com o valor de R$ 4,14 pelo litro da gasolina.

Já no etanol, a média dos sete postos da cidade foi de R$ 2,81 o valor do litro, com postos cobrando de R$ 2,77 a R$ 2,89 o litro do álcool. A média ficou pouco mais baixa que cidades da região como Casa Branca e São Sebastião da Grama.

A cidade de São José do Rio Pardo teve a menor média entre dois postos, com o valor do litro do álcool a R$ 2,61. Em Aguaí, a média foi de R$ 2,63 e em São João da Boa Vista, a média dos dois postos foi de R$ 2,68 o valor do litro do álcool. Em Itobi, o único posto da cidade está vendendo o litro do álcool a R$ 2,69. Em Casa Branca, a média dos dois postos foi de R$ 2,84 e em São Sebastião da Grama foi de R$ 2,86.

Baixou

A Gazeta de Vargem Grande fez um novo levantamento na última terça-feira, dia 5 de dezembro, para acompanhar os preços da gasolina comum e do etanol nos postos da cidade e notou a queda em alguns deles. A média dos sete postos vargengrandenses, que antes era de R$ 4,27, caiu para R$ 4,24. Já no etanol, a queda foi menor uma vez que a média dos postos, que era R$ 2,81, foi para R$ 2,80 o valor do litro do etanol.

O valor cobrado pelo combustível, segundo a gerente do posto Aquarius, Débora Candido Secco, deve-se ao aumento do preço cobrado na região e não à diminuição do preço cobrado nos postos vargengrandenses. “Os postos da região viram que não estava dando resultado, que não adiantou colocar o preço lá embaixo por causa da concorrência, que isso pode causar atraso de pagamento e até fechamento de postos, como tivemos na região recentemente. Então, não foi que teve queda, a região que aumentou o preço ao verem que não estavam tendo lucro”, explicou Débora.

“Aqui em Vargem Grande do Sul nós somos justos com os valores que colocamos, temos que cobrar um valor que pague o trabalho corretamente. Se há alteração na nota, alteramos na bomba também, mas não adianta alterar para fazer essa guerra de preço, já que dessa maneira conseguimos pagar o que compramos e o salário de todos os funcionários em dia, de forma que não corremos risco algum. A competição e guerra que fizeram com os preços só causou prejuízo para as pessoas”, finalizou a gerente do posto Aquarius.

Posto de São João é interditado e gerente é preso

Uma operação interditou posto de combustível Trevo de Prata, em São João da Boa Vista e prendeu o gerente, que foi autuado em flagrante por estelionato e contrabando, no dia 23 de novembro.

Segundo apurado em matéria do Jornal O Município de São João da Boa Vista, a operação foi feita em diversos postos de combustíveis da cidade, realizada em conjunto do Ministério Público do município, das polícias Civil e Militar, Instituto de Criminalística e Fazenda Pública.

O objetivo da operação, que após denúncias, fiscalizou nove postos, foi apurar possíveis irregularidades nos produtos dos estabelecimentos, combatendo fraude de vendas.

De acordo com a matéria do Jornal O Município, o promotor de Justiça Nelson de Barros O’Reilly Filho esclareceu que o posto Trevo de Prata, localizado à avenida Brasília, em frente ao Big Bom, foi interditado, pois durante as vendas, o chip, que foi apreendido, era acionado e fornecia aos consumidores o combustível em quantidade menor ao que era mostrado na bomba. Também fou constatado que a gasolina do local possui 38% de álcool em sua composição, cerca de 10% a mais do permitido.

No posto, foram localizados pacotes de cigarros contrabandeados. Segundo o que foi publicado no Jornal, no Boletim de Ocorrência consta que o gerente do posto informou ter mais em sua residência. Ao vistoriarem, apreenderam mais cigarros contrabandeados, totalizando 9.540 pacotes.

A matéria ainda conta que o suspeito foi levado à Central de Polícia Judiciária e recolhido à prisão na Cadeia Pública, onde permanece à disposição da Justiça. Além disso, também apreenderam dinheiro e Unidades Centrais de Processamento.

O posto Trevo da Prata continua interditado e o Ministério Público requer seu fechamento definitivo, já que o local vendia combustível desde o dia 13 sem licença, segundo entrevista do Jornal de São João da Boa Vista com o promotor, que contou que além desse posto, todos os outros que foram averiguados foram liberados e funcionam normalmente. Todas as amostras foram coletadas e estão sendo analisadas em laboratório para descobrir adulterações nos combustíveis.

 

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