Colheita da batata começa e trabalhadores devem seguir protocolo de saúde

Trabalhadores rurais já estão atuando na safra da batata. Foto: Luis Leite

Mais de 300 trabalhadores rurais já foram testados para covid-19

A colheita da batata em Vargem Grande do Sul começou neste mês de julho. Uma das principais culturas do município, a batata tem uma cadeia produtiva que gera centenas de empregos na cidade. Mas para a safra de 2020, a colheita não será igual aos anos anteriores. A ameaça da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus é grande e medidas de prevenção tiveram de ser adotadas pela prefeitura em parceria com produtores rurais, empregadores e trabalhadores, para garantir a segurança sanitária de todos os envolvidos.
A Gazeta de Vargem Grande entrou em contato com a prefeitura, para questionar como estão os cuidados e o cumprimento das medidas de prevenção neste setor. Em resposta ao jornal, a prefeitura informou que através do Departamento de Saúde estabeleceu condições para que os trabalhadores rurais de outros municípios pudessem trabalhar na safra da batata devido a pandemia do Coronavírus. “Cabe ressaltar que de acordo com Art. 5º da Constituição Federal nenhum cidadão brasileiro pode ser impedido de se locomover em território nacional, por isso através dos Decretos nº 5.025 de 08 de abril de 2020 e 5.054 de 20 de maio de 2020 o município fez algumas exigências para que produtores rurais e beneficiadores pudessem contratar trabalhadores de outras cidades”, observou a prefeitura.
Entre as determinações está a que os empregadores antes da contratação são obrigados a manter os trabalhadores em quarentena pelo período de 14 dias ou realizar exames de PCR (para detecção do vírus). Testando negativo, deve apresentar o nome do trabalhador bem como o resultado do exame na Vigilância Sanitária para realização do cadastro.
De acordo com a prefeitura, por razões econômicas os produtores rurais e beneficiadores optaram por realizar o exame de PCR, sendo que até o momento mais de 300 trabalhadores já fizeram este exame.
O não cumprimento do disposto nos dois Decretos municipais acarreta aos produtores rurais e beneficiadores multas por desobediência a legislação Sanitária, e ainda por condutas tipificadas no Código Penal, além de interdição do seu estabelecimento a qualquer momento.

Regras
O decreto reforça a necessidade de cumprimento das normas estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelas normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho, isso em relação aos alojamentos, dormitórios, residências coletivas e outros tipos de moradias destinadas aos trabalhadores rurais.

Denúncia
A Gazeta ainda questionou a prefeitura sobre denúncias que chegaram ao jornal alertando sobre trabalhadores que teriam chegado à cidade e não teriam ainda seguido os regulamentos do município. A prefeitura respondeu desconhecer o descumprimento por parte dos produtores rurais e beneficiadores dessas legislações e os casos suspeitos devem ser informados à Vigilância Sanitária para que ela tome as providências cabíveis.

Parceria
Segundo a prefeitura, foram feitas diversas reuniões com produtores rurais e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais objetivando através do diálogo encontrar condições para o enfrentamento da pandemia durante a safra da batata, segundo informado pelos produtores, na safra são contratados em torno de 1500 trabalhadores rurais sendo que deste total entre 400 a 500 são provenientes de outros municípios.
“Pelas informações que dispomos houve um investimento por parte dos produtores rurais e beneficiadores na ordem de R$ 100 mil, com exames, aquisição de termômetros digitais, máscaras, álcool gel, adequação dos ônibus de transporte e capacitação dos trabalhadores entre outros”, divulgou o Executivo.
“Temos que reconhecer e agradecer aos produtores rurais e beneficiadores que neste momento de pandemia tem realizado investimentos em prevenção a Covid-19”, elogiou.
“Se existe algum produtor ou beneficiador, conforme informa o jornal, que não está cumprindo as normas são exceções a regra, e nestes casos a vigilância deve tomar as providências necessárias”, finalizou a prefeitura.

Preço oscila
Na semana de 29 de junho a 3 de julho, o preço da saca de 50 kg da batata ágata tipo especial teve recuo de 10,75% na Ceagesp e na ocasião era negociada a R$ 101,06. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), o motivo da desvalorização é o aumento de oferta decorrente da intensificação da safra das secas em algumas regiões, como o Sudoeste Paulista, e do início da safra de inverno, em Vargem Grande do Sul. Devido à qualidade, a amplitude de preços ainda persiste, com mínimos de R$ 60,00 e máximos de R$ 140,00, mas com tendência de queda dia a dia.
No dia 9 de julho, os dados do Cepea apontavam o valor da saca de batata ágata especial – atacado a R$ 95,39. Já a saca da batata asterix especial no atacado, era cotada a R$ 113,00.

1 COMENTÁRIO

  1. Onde está a coerência disso, testa os de outras cidades mas os trabalhadores daqui não, com o vírus circulando na cidade daqui a pouco eles podem se infectar ???

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