Cerca de 40 artistas da cidade já se cadastraram na Cultura

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Lucas Buzato durante a live que lembrou as memórias da Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana. Foto: Prefeitura

O trabalho que o Departamento de Cultura e Turismo está realizando na cidade, cadastrando os artistas e também as pessoas jurídicas voltadas para este segmento, faz parte de um projeto maior, segundo relatou ao jornal o assessor de Cultura, Lucas Buzato. O Plano Municipal de Cultura que começa a ser discutido e delineado juntamente com o Conselho de Cultura e o Fundo Municipal de Cultura. São três metas ambiciosas que aponta para o futuro da área no município.
Coordenados pela diretora municipal de Cultura, a professora Márcia Iared, o Conselho é presidido por Patrícia Cavalheiro e além de atuar na fiscalização, atua também na criação de projetos relacionados à área. Já o Fundo Municipal de Cultura tem a finalidade de receber repasses oriundos dos governos estadual e federal, além de outras esferas e aplicar no fomento da cultura local. Já foi aprovado pela Câmara Municipal e está em fase de estruturação, sendo ainda necessária a obtenção do CNPJ e quando em funcionamento, pode vir a ser uma importante alternativa de repasse de verbas para a realização dos eventos culturais do município.
O Plano Municipal de Cultura ainda a ser elaborado e aprovado, tem como meta discutir a realidade cultural da cidade na atualidade, juntamente com a sociedade civil e ver o que se pode realizar no curto, médio e longo prazo, com planejamento e projetos para os próximos dez anos.
Como exemplo, Lucas citou que se todos chegarem à conclusão que falta um espaço na cidade para atender os artesãos locais a exporem seus trabalhos, este projeto pode se tornar uma meta a ser atingida nos próximos anos. “Por ser algo novo, o Plano pode parecer difícil de se realizar, mas o futuro aponta neste sentido e a sociedade civil terá um papel muito importante na sua implementação. Se não começarmos hoje, nunca vamos conseguir”, falou.
Com relação ao cadastramento dos artistas e das organizações e empresas culturais, afirmou que cerca de 40 pessoas físicas já foram cadastradas e as jurídicas estão em fase de cadastramento, devendo os interessados se dirigirem até a Casa da Cultura e formalizarem seu cadastramento.
Sobre os artistas vargengrandenses, disse que é uma cultura de grupos, de tribos, tendo as dos cantores sertanejos, dos que se dedicam à dança de rua, dentre outros. Explicou Lucas que a maioria dos artistas que se cadastraram são músicos, mas há também pessoas ligadas ao artesanato, ao teatro, dançarinos, fotógrafos, tatuadores, dentre outras manifestações culturais.
“O que nos surpreendeu foi a adesão de pessoas que não tinham vínculos com o Departamento de Cultura e isso é muito positivo”, afirmou o assessor. Ele disse que com o cadastramento o departamento passa a ter uma noção do perfil econômico/cultural da cidade, possibilitando estudos para ver o que se pode melhorar na área.
Lucas acredita que após a pandemia, a maneira de se processar a cultura vai mudar e é preciso estar preparado para o pós-pandemia. “Haverá um longo período de tempo em que grandes eventos não vão acontecer e precisamos ter alternativas. Fazer cultura para pequenos grupos, as lives serão cada vez mais frequentes e temos de fazer de tudo para não deixar a cultura morrer”, afirmou.

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