Associação premia cafeicultores em Divinolândia

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Cafeicultores campeões da ACRISA esperam repetir a premiação no campeonato estadual

Ribeirão de Santo Antônio é um bairro rural de Divinolândia com altitude acima de mil metros e onde as lavouras de café estão espalhadas pelas colinas. Nesta região, Claudinei Junqueira pertence à terceira geração de uma família que vive do café. Em meio às plantas floridas fala da sua expectativa com o 18º Concurso Estadual do Estado de São Paulo, Claudinei ganhou o concurso na categoria nano lote promovido pela Associação dos Cafeicultores do Ribeirão de Santo Antônio (Acrisa) e vai agora disputar o campeonato estadual. “Eu e minha família vivemos do café, a categoria nano lote com 20 quilos vai ser muito disputada este ano, com ótimos cafés, mas estamos otimistas” relata.
Com 22 associados a Acrisa abriu o concurso para os 300 produtores do bairro. Romulo Buton, degustador e juiz da prova classificou 180 amostras dentro das normas de segurança de acordo com a metodologia sensoria da SCA. “Temos uma grande responsabilidade, pois os cafés aqui selecionados vão disputar o concurso estadual”, explica o profissional.
Com a ajuda do Sindicato Patronal de Divinolândia e do Senar, os cafeicultores finalistas participaram da cerimonia de premiação com distanciamento, Elen Restani, coordenadora do Senar no município elogiou o trabalho realizado na lavoura. “Temos percebido que o cafeicultor esta muito interessado em conhecer seus cafés e entender o potencial que os talhões especiais possuem, o sindicato e o Senar tem apoiado e incentivado com os cursos a formação profissional dos cafeicultores que encontraram no Romulo uma parceria e uma relação de confiança, o que é fundamental no setor de cafés especiais”, disse.
Para valorizar e reconhecer a importância do trabalho feminino nas famílias produtoras de café, durante a premiação foi feita uma homenagem às mulheres cafeicultoras. Mariana Souza, como jovem empreendedora e Virginia Junqueira, foram apontadas como exemplo de dedicação e referência no bairro para a cafeicultura.
A participação dos cafeicultores foi motivada pela conquista do primeiro lugar que Marcelo Tesolin conseguiu no concurso estadual de 2019. “O prêmio no concurso me trouxe um cenário que eu desconhecia, a valorização financeira das cafeterias por lotes de cafés especiais. Consegui com o resultado do ano passado já vender algumas sacas da safra deste ano”, disse.
“Com o concurso, a visibilidade para os cafés especiais é uma oportunidade de negócios para o setor”, afirmou Fábio Silva, presidente da Acrisa. E essa visibilidade que espera agregar valor que deixou o vencedor da categoria cereja descascado bem otimista. “É uma oportunidade de conseguir um preço diferente e melhor por um café com características especais,” enfatizou Paulo Archanjo.
“Eu tenho certeza que estes cafés agradam aos paladares mais exigentes, e com uma doçura que impressiona”, afirmou o vencedor da categoria microlote, Eduardo Migot. Já Ronaldo Donizete, primeiro lugar na categoria natural, observou as características da sua produção. “Eu tenho bastante bananeiras plantadas próxima ao talhão que inscrevi no concurso, mas não imaginava que poderia ter no café um sabor da fruta, fiquei surpreso, e com vontade de tomar esse café que eu produzi e nem imaginava que tivesse esse sabor”, contou.

Foto: Divulgação

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Claudinei Junqueira e a mãe, há mais de 100 anos a família se dedica ao café
Pelo quarto ano a Acrisa realiza o seu concurso de cafés especiais

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