Deputado estadual Rafa Zimbaldi visita Hospital de Caridade

Deputado conheceu as dependências do hospital e elogiou a atuação da unidade de saúde e da Mesa Administrativa. Fotos: Reportagem

Político destinou emenda no valor de R$ 600 mil à entidade
Antes de ser homenageado com o título de Cidadão Vargengrandense, o deputado estadual Ralfa Zimbaldi, do Cidadania, teve uma placa descerrada com seu nome como um dos benfeitores do Hospital de Caridade de Vargem Grande do Sul na tarde de sexta-feira, dia 20 de maio. O ato foi realizado em conjunto com Jair Gabricho, provedor da entidade.
Ao descerrar a placa, o provedor falou sobre a importância da contribuição do deputado, cuja emenda no valor de R$ 300.000,00, veio a se somar a outra no mesmo valor que o deputado já tinha canalizada para o hospital, totalizando R$ 600.000,00.
Jair comentou sobre as dificuldades que vivem os hospitais filantrópicos do Brasil, com o repasse do SUS pelo governo federal sem reajuste há muitos anos, fazendo com que o Hospital de Caridade receba uma diária para uma pessoa internada no valor de apenas R$ 10,00 pagas pelo SUS, para cobrir todas as despesas do doente, como alimentação, o leito, medicamentos, cuidados médicos, dentre outros procedimentos.
Com tantas dificuldades a enfrentar em uma entidade como o Hospital de Caridade, Jair fez um comentário importante sobre o que leva alguns cidadãos a assumirem tamanha responsabilidade, como no caso da mesa diretora, sem que recebam nenhuma remuneração. Uma pergunta que sempre lhe é feita. Afirmou que a principal causa de se empenhar como provedor é de saber que 80% dos vargengrandenses precisam do hospital, para um tratamento de saúde, uma emergência, uma vez que somente 20% têm plano de saúde e pagar um hospital particular. “Essa é a grande razão para a gente estar no hospital”, afirmou.

Produtividade do hospital
O provedor também abordou os resultados da entidade neste ano, sendo que de janeiro a abril foram feitas mais de 1.100 internações, 8.915 pessoas atendidas no pronto socorro/ambulatório, 129 nascimentos de bebês, 21.460 refeições fornecidas, 14.736 quilos de roupas lavadas, 137 transfusões de sangue realizadas e 111 exames de pezinho feitos nestes quatro meses.
Também, segundo o provedor, de setembro a abril deste ano, foram feitas sem custo para os pacientes, 514 cirurgias eletivas, uma vez que R$ 482 mil foram repassados ao hospital através de um convênio com a prefeitura municipal e o restante, R$ 556 mil, foram arcados com recursos próprios do hospital. “Neste valor que ultrapassa R$ 1 milhão, só está computado valores de materiais, medicamentos e honorários médicos, sem contar todos os outros gastos de quem fica internado no hospital”, explicou Jair Gabricho.

Deputado conheceu as instalações
Assim que chegou ao Hospital de Caridade acompanhado pelo presidente da Câmara, vereador Paulo César da Costa, e os vereadores Serginho da Farmácia, Canarinho, Célio Santa Maria, Danutta, Guilherme Nicolau e demais convidados, o deputado foi conhecer o Hospital, tomando conhecimento das várias alas que o compõem e também das reformas e ampliações que estão sendo feitas pela atual mesa diretora.
Foi assim que ficou sabendo que o pronto socorro está sendo reformado com parte de uma verba proveniente de uma emenda destinada pela deputada federal Luiza Erundina do PSOL (R$ 250 mil) e recursos do próprio Hospital (R$ 300 mil). Jair disse que a reforma visa adequar o pronto socorro junto à Vigilância Sanitária e principalmente dar melhor atendimento ao usuário, buscando futuramente a unificação do Posto de Pronto Atendimento (PPA) municipal junto ao pronto socorro do Hospital.
Explicou Jair que hoje tem duas portas de atendimento na cidade em pronto socorro (PPA e Hospital) e muita coisa que deveria ser resolvido no PPA, acaba não ocorrendo e sobrecarregando o pronto socorro do hospital, destinado a atender hoje casos como infarto, acidentes e outros atendimentos mais complexos, que não o primário.
“A meta é deixar a cidade com uma única porta de atendimento aos usuários da saúde municipal, sendo o atendimento primário (como uma febre, cólica renal), secundário (procedimento de média complexidade, como um infarto, acidente grave) na cidade e também terciário, centralizado no Hospital”, comentou o provedor.
Os planos da diretoria, tão logo estejam prontas às reformas do pronto socorro do Hospital, é através de conversas com o poder público municipal assumir o atendimento primário dos usuários da saúde hoje feito no PPA, unificando os dois atendimentos, primário e secundário, num único pronto socorro junto ao Hospital de Caridade. “Com isso vamos otimizar e melhorar o atendimento e diminuir custos do município com a saúde”, afirmou Jair Gabricho.
Outra ampla reforma visitada pelo deputado, foi o setor B do Hospital, cujo telhado está sendo trocado, com uma verba também da deputada Erundina (R$ 250 mil), além de R$ 150 mil por conta própria. Citou também que foi feita toda rede de oxigênio, outro investimento de mais de R$ 60 mil com recursos próprios.
A lavanderia foi outra obra em fase final de reforma, estando já na pintura, que o deputado conheceu. Todo o maquinário foi reformado e adequado às normas da Vigilância Sanitária, modernizando e com maior segurança para evitar contaminações. Também foi feita com verba destinada pela deputada Erundina, no valor de R$ 100 mil e mais aporte feito pelo Hospital para complementar os gastos.

Hospital regional
Todos estes investimentos na visão do provedor, têm por objetivo também atender os municípios da região que não contam com um hospital que tenha um centro cirúrgico como o de Vargem e também maternidade, com isso aumentando o volume de atendimento, buscando diminuir o déficit atual que a entidade apresenta, atraindo recursos de outros municípios. Para conseguir este intento, está em estudo pela atual mesa diretora atrair mais médicos para a cidade, pagando seus serviços em dia e a valores de mercado para poder atender também pacientes da região.

Repasse deficitário
Jair citou a recente matéria que foi noticiada pelo Jornal Nacional sobre o protesto que a Confederação de Santas Casas e Hospitais Filantrópicos fizeram em Brasília, sobre a crise financeira que vivem cerca de 1.800 entidades no Brasil, cuja remuneração que recebem do SUS para procedimentos, não cobre os gastos dos hospitais e santas casas. Para protestar, a Confederação colocou 1,8 mil cruzes no gramado central da Esplanada dos Ministérios.
A dívida destas entidades chega a R$ 10 bilhões com bancos por conta da defasagem do repasse do SUS. O Hospital de Caridade de Vargem Grande do Sul também acumula dívidas por causa do baixo valor repassado pelo SUS, uma vez que a grande maioria dos atendimentos feitos pelo hospital, é para pacientes do Serviço Único de Saúde.
Como explicou o provedor, a crise no hospital vem sendo enfrentada com as doações que a comunidade faz, com a ajuda da prefeitura municipal e também com as emendas parlamentares, como a feita pelo deputado Rafa Zimbaldi.

Deputado elogia atuação da mesa diretora
Descerrada a placa em sua homenagem, o deputado elogiou a atuação do provedor e da sua diretoria na condução do Hospital de Caridade. Disse que no Brasil tem mais de 1.800 hospitais filantrópicos e santas casas, que são responsáveis por mais de 80% do atendimento à população brasileira através do SUS.
Afirmou que revolta muito quando vê que o governo federal repassa tão somente R$ 10,00, por cada paciente internado no hospital, quantia que não paga a água, energia, serviço de quarto, medicamento e outros gastos dos doentes que o hospital acaba por arcar e ter um enorme prejuízo.
Rafa Zimbaldi afirmou que através de emendas como a que destinou ao Hospital de Caridade, é que tenta amenizar a crise aguda que estas entidades vivem, mas sabe que só com um novo cálculo dos repasses do SUS pelo governo federal, é que a situação pode vir a melhorar de fato.
Além dos vereadores acima citados, também estavam presentes no descerramento da placa em homenagem ao deputado, o diretor do Hospital, Assis Mazuco Manoel, a diretora de Saúde, Maria Helena Zan, a chefe de Gabinete, Rosângela Mello, representando o prefeito Amarildo e demais convidados.

Provedor rebate críticas feitas nas redes sociais
Esta semana, usuários do Hospital de Caridade postaram algumas críticas com relação ao atendimento junto ao ambulatório da entidade, cujo médico plantonista estaria demorando para fazer as consultas, com várias pessoas desde cedo esperando para um atendimento. Ao invés de um médico de plantão, disseram que deveria haver dois profissionais para atender os doentes.
Jair Gabricho ressaltou que o pronto socorro de urgência e emergência do Hospital deveria atender somente casos graves e não existem tantos casos na cidade que exige a presença de dois médicos plantonistas presenciais. Os casos mais leves deveriam ficar por conta do PPA.
Além do plantonista, o provedor explicou que sete outros médicos ficam de plantão à distância, que são acionados quando casos mais graves ocorrem nas áreas de ortopedia, urologia, pediatria, clínica geral, cirurgião geral, cardiologia e anestesiologia, mais auxiliares. “Há uma equipe à disposição, só não ficam presencial porque não tem movimento e são acionados quando necessário”, disse Jair.
Citou que no sábado passado foi um dia atípico, com vários casos graves de urgência acontecendo, que não é o normal, mas que todos os pacientes foram bem atendidos e salvos. “O que ocorreu foi que as pessoas que vinham para uma consulta e não eram de urgência, tiveram de ter um pouco de paciência e aguardar um pouco mais”, falou.

Transferência de pacientes
Outra questão abordada pelo provedor foi com relação às transferências de pacientes em casos graves para outros hospitais que tenham maiores recursos. “O sistema de transferência do SUS é regulado pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços da Saúde (CROSS), vinculada à Secretaria da Saúde do Estado, que coordena a transferência através do Hospital”, comentou Jair.
Disse que quando há necessidade, o Hospital entra em contato com o CROSS que fica procurando em hospitais de todo o Estado de São Paulo, onde há vaga especializada para internar o paciente. Primeira vaga que surge de pronto há a comunicação, os médicos se falam e é feita a transferência para um hospital que atende aquela complexidade que o paciente precisa.
“Não há qualquer pessoa, empresário ou político que diga que fez a intermediação. É mentira. A intermediação, a fiscalização, tudo é feito pelo sistema CROSS, através dos hospitais e Departamentos Regionais de Saúde. Não existe ninguém que pode intervir e mudar este sistema, que funciona muito bem. O problema é que existe falta de leitos disponíveis nestes hospitais de alta complexidade”, afirmou o provedor.
Outra crítica foi com relação à denúncia de falta de ambulância para as transferências. “Isto é uma inverdade muito cruel. Todas as vezes que foi preciso, a ambulância está disponível, o enfermeiro e o médico também. Tudo é feito de forma automática e rápida, levando sempre em consideração a segurança do paciente e as normas de saúde, seguido tecnicamente o que deve ser seguido quando da transferência de pacientes em estado grave”, finalizou Jair Gabricho.

Rafa Zimbaldi foi homenageado pelo auxílio feito ao Hospital de Caridade

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