A família de Emília e Antônio Ribeiro segue com a tradição iniciada pelo casal e há anos realiza uma animada festa em comemoração aos santos juninos, que há algum tempo, passou a ser “Julina”. Neste ano, ela foi realizada com muita animação no último final de semana, no Sítio Saravais.
“O interesse da família pelos festejos juninos é herança de meu pai Antônio Ribeiro Filho – que, por ter nascido a 13 de junho, ter se casado nesta data e recebido sua primeira filha – Márcia Ribeiro Iared – também no mesmo dia, elegeu Santo Antônio como seu Santo Protetor e sempre fez questão de comemorar esta data, fosse na companhia apenas de familiares ou convidando vizinhos e amigos na sua casa. Dependia de como estivesse no momento sua disponibilidade financeira e as dificuldades que enfrentava como dono de uma marcenaria no mesmo endereço”, contou o vice-prefeito Celso Ribeiro, um dos filhos de Emília e Antônio.
“Com o passar dos anos e os filhos já crescidos, minha irmã, a Bete que trabalhava na área cultural em Campinas, e era muito interessada em cultura popular além de apoiar artistas que estavam em começo de carreira, ficando amiga de muitos deles, passou a trazer estes amigos para estas festas juninas: Dércio Marques, Renato Andrade, Gereba, Almir Sater (que na época, ninguém sabia quem era), Klecius Albuquerque, João Bá e Orlando Guimarães. Estas vindas inspiraram acrescentar folguedos tradicionais de nosso país a estas comemorações”, disse. “Assim, a família, que como dizia seu Antônio, envereda bem nas ideias, começou a produzir figuras, bonecos e adereços para diversos folguedos populares brasileiros como Bumba Meu Boi, Dança do Cuá Fubá, dança do Balaio e a fazer a Paçoca de Carne Seca socada no pilão, conforme meu pai Antônio relatava em suas lembranças de menino morando na roça, além da paçoca de amendoim da D. Emília, que a cada ano tentamos reproduzir, mas mesmo sendo boa, achamos que nunca será igual”, comentou.
“O tempo passou, e em 2016, já sem meus pais, o Sr. Antônio e D. Emília, eu quis dar continuidade aos festejos em um novo formato. Para não coincidir com o grande número de festas escolares e quermesses no mês de junho, transferimos a festa para o mês de julho, quase sempre no terceiro final de semana. E com a colaboração de minha família, e de meus amigos e convidados, buscamos proporcionar uma noite de muita diversão e valorização de nossa cultura”, explicou Celso.
“Este ano, a organização esteve por conta da Micaela, minha esposa e da Bete, minha irmã. O terço foi rezado pela minha irmã Cida. E tivemos os amigos que ajudaram diretamente, como Delvo Bruno – Casca, Izidrinho, Zé Carlos Buscarioli, Marcondinho, Pedro Calil, Ricardo Novaes, Márcio Mengali, Marcos Barion, Pena Pedreiro, Angelino Jr, Libaninho e Alemão Scacabarozi, que fez e sempre faz nosso quentão. A música ficou por conta de André e Tiago”, contou.
















