Técnicas que reduzem o custo da produção

Ciro e Wilmar explicaram como o sistema de piquetes tem funcionado para o seu plantel

O sistema de rotação de pastagem é um investimento que contribui em baixar o custo do produtor de leite. Segundo apurou a Gazeta, 70% do custo da produção, é com a alimentação do gado. No sítio São José, localizado no Barro Preto, de propriedade da família Bovo, o sistema foi implantado há alguns anos e o resultado tem agradado os irmãos Wilmar e Mauro Bovo que produzem uma média de 250 litros de leite por dia.
O engenheiro agrônomo Ciro Staino Manzoni, 41 anos, chefe da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), mais conhecida como Casa da Agricultura de Vargem Grande do Sul, foi o responsável pela implantação dos piquetes na propriedade. Ele acompanhou a reportagem da Gazeta e explicou que foram feitos três hectares de piquetes, com média de oito a dez cabeças cada, que pastejam o capim zuri, que tem como principais características a elevada produção, o alto valor nutritivo, além da resistência às cigarrinha-das-pastagens, conforme apurou o jornal.


Quem recebeu a reportagem foi o produtor Wilmar Bovo. Ele explicou que na propriedade hoje são tirados 250 litros de leite em média por dia, com um plantel de 25 animais, gado girolando. Afirmou que o sistema implantado pela CATI proporciona um custo mais baixo na alimentação do seu gado, gastando menos com ração e silagem, o que aumenta os lucros.
O gado fica no pastejo rotacionado por um dia, voltando depois de quase 30 dias, tempo em que o capim leva para estar no ponto de pastagem novamente. “O pasto sai mais barato que a silagem, o gado gosta muito do capim, diminui o estresse do animal, as vacas não ficam deitadas no galpão, ficando menos sujeitas às contaminações de doenças”, explicou o produtor, dizendo que seu gado é feliz
Quem olha a propriedade, pode observar vários piquetes ainda verdes, contrastando com o capim seco em volta. Nesta época, para Wilmar, um dos grandes problemas dos produtores é com relação à seca nas pastagens, o que pode ser atenuado com os piquetes.
Com relação ao preço do leite, Wilmar afirmou que recebe R$ 3,30 por litro e que este valor é bom, uma vez que consegue diminuir seus custos através da pastagem rotacionada e também por ser a atividade familiar, sem contratar empregados.
Situado numa região que já teve muitos retiros de leite no passado, ele recorda de inúmeros produtores que deixaram de investir no leite por causa dos altos custos e prejuízos. Com saudades, lembra dos retiros que antigamente produziam leite e davam trabalho a um grande número de pessoas, como o de Chiquito Cafezeiro, a fazenda da Grega, do José, do Pedro e Osmar Benaglia, do Natalino Bovo, fazenda dos Fontão, do Eurico Rabelo, Fausto Cagnoni, João Costa, Angelin Cavalheiro, todos próximos, vizinhos, que hoje não produzem mais leite.

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