Paróquia de Sant’Ana faz celebração especial no dia da Padroeira

Comissão leva apetrechos dos romeiros para o altar. Fotos: Paróquia de Santana

A Paróquia de Sant’Ana fez uma bonita festa em celebração à Padroeira de Vargem Grande do Sul, no último dia 26, dia de Sant’Ana, com carreata, procissão e missa solene. A programação festiva teve início no dia 16, com o primeiro dia da quermesse e no domingo, dia 17, teve início à novena de Sant’Ana, que seguiu até a segunda-feira, dia 25.
Na manhã do dia 24, foi realizado o show de prêmios da paróquia e à noite, foi celebrada a missa com a Comissão Organizadora e voluntários da 46ª Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana, além das vencedoras do concurso da Rainha do Peão. Houve ainda a entrada do estandarte de Sant’Ana, bênçãos aos participantes e dos apetrechos dos romeiros.
O dia 26, dia Sant’Ana, foi bastante festivo, com a carreata homenageando a padroeira da cidade e também São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, que foi celebrado na segunda-feira, dia 25. Ainda na terça-feira, às 16h30 foi realizada a missa solene, com procissão que contou com a participação de muitos devotos e paroquianos. A tradicional Quermesse, que começou no dia 16, segue ainda neste final de semana, se encerrando no domingo, dia 31.

Padroeira de Vargem Grande do Sul
Vargem Grande do Sul tem profunda ligação com Sant’Ana desde a sua fundação. A cidade se originou da Sesmaria de Várzea Grande, pertencente ao sargento-mor José Garcia Leal. Da fazenda Várzea Grande surgiu uma subdivisão de mais de 60 sítios. Uma destas áreas, era uma povoação chamada Bairro da Porteira, cujo nome têm origem numa histórica porteira que abria caminho para Casa Branca e para a fazenda Lagoa Formosa.
Entre os herdeiros das terras, três doaram terrenos para a formação do povoado e suas doações, no valor de trezentos mil reis, configuram patrimônio pago a Sant’Ana.
Em 1874, Mariano Parreira consegue licença para construir a primeira capela no povoado, erguida no alto de uma colina, onde havia um cruzeiro e o encontro dos caminhos que levavam a São Sebastião da Grama, a Casa Branca, a São João da Boa Vista e o caminho para a Vila Polar e Itobi. Era o centro geográfico da atual Praça Capitão João Pinto Fontão. A capela, voltada para o lado da atual Matriz, media apenas 6,6 metros por 4,4 metros.
De acordo com o que Denise Canal escreveu em seu livro “Paróquia de Sant’Ana: 120 anos de amor e fé”, em 1893, Cel. Mariano Parreira consegue a autorização para erguer a Igreja Matriz. Ela foi concluída no ano seguinte, medindo 20 metros por 13 metros, erguida junto a antiga capela em terreno doado pela família Leal. Dona Maria Cândida, esposa do Cel. Mariano Parreira, doou a imagem de Sant’Ana ao novo templo, a famosa Sant’Ana com brincos de rubi.
Em 1907, esta igreja é demolida para a construção de uma ainda maior. A nova Matriz foi inaugurada em 1915. Até que em 1957, o templo estava pequeno para a população da cidade e foi necessária uma nova obra, que foi concluída em 1979, com a inauguração da atual Igreja matriz de Sant’Ana.

Missa de domingo contou com a Comissão e voluntários da Romaria. Foto: Comissão Organizadora Romaria
Padre Eduardo abençoa veículos na carreata do dia 26. Foto: Paroquia de Santana

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