Quando aquelas dezenas de cavaleiros começaram o desfile em louvor à Padroeira Sant’Ana, nos idos dos anos de 1970, não tinham ideia de que estavam dando início ao que viria se tornar a maior procissão montada do Estado de São Paulo. Um legado importante para a história de Vargem Grande do Sul e que é mantido e continuado pela Comissão Organizadora.
Durante esses quase 50 anos, centenas de vargengrandenses, devotos de Sant’Ana, passaram pela comissão, dedicando muitas horas de trabalho a um serviço não remunerado, sujeito a muitas críticas e pouco reconhecimento. O desafio é tamanho que a renovação da comissão, a entrada de mais jovens, sempre é algo difícil.
Nesta edição, a Gazeta de Vargem Grande preparou uma reportagem especial falando sobre os esforços da comissão em planejar e conduzir o desfile da padroeira. São muitos detalhes, muitas tarefas importantes e poucas pessoas para executá-las. No entanto, como um milagre da Padroeira Sant’Ana, jovens ano a ano ingressam no quadro de voluntários, dispostos a colaborar e se dedicar para que a procissão de cavaleiros saia da melhor maneira possível.
Antigos romeiros deram seu depoimento, falando da participação na comissão, da religiosidade da Romaria e de como será importante a retomada do cortejo depois de dois anos parado por conta da pandemia da Covid-19, destacando o esforço de se buscar nas cidades da região, as comitivas que prestigiam a Romaria.
Os novatos da Comissão, muitos não tão novos na Romaria, pois já desfilavam há anos, contam da emoção de participar de um evento tão fundamental para a cidade e também sobre a necessidade de se manter essa tradição tão bonita.
Neste domingo, o público também poderá matar a saudade do desfile de cavaleiros, carros de boi e charretes, da emoção estampada em cada romeiro ao receber as bênçãos dos padres. Será dia de louvar a Padroeira Sant’Ana e pedir proteção para a cidade. Finalmente, depois de dois anos, será dia da 46ª Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana.












