Douglas Nonis
O Natal é a celebração do nascimento de Jesus, para a maioria dos cristãos. E o nascimento de Jesus é a essência de Deus na humanidade, ou seja, o verbo se fez carne.
Este ano vem sendo complexo para as relações humanas. Evidencia-se uma dificuldade de coexistir com o próximo. Para mim, a coexistência é uma das mais importantes manifestações da essência de Deus na humanidade, independentemente do seguimento religioso. Aliás, um dos pontos de consubstanciação
da maioria das crenças é a coexistência em um universo pacífico e cheio de alegrias, neste ou em outros planos.
A intolerância de pensamentos e opiniões são as grandes responsáveis por pessoas não viverem numa comunhão terrena de paz e prosperidade. Historicamente, toda a disputa de facções, seja no campo intelectual ou religioso, promoveu a pior tragédia da humanidade: a impossibilidade de coexistir.
Agora, encontramos esta intolerância no seio das famílias, por questões tão ínfimas que causa tristeza aos olhos de qualquer crença religiosa. Se refletirmos bem, dar importância a diferenças de pensamentos ao ponto de querer extirpar a permanência de alguém de nosso meio é ferir a essência divina na humanidade. Coexistir é o dom de praticar a divindade no mundo material.
O Natal está aí como uma possibilidade de coexistirmos, não em um utópico universo ou dimensão, mas no agora, em nossas reais vidas. Isto significa esquecer as desavenças e as diferenças e estar ao lado de pessoas, seja qual for se credo ou pensamento e celebrar.
Que neste Natal as pessoas possam coexistir.













