A invasão ontem, dia 8 de janeiro, do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, sedes dos três Poderes em Brasília, por milhares de bolsonaristas radicais que pediam uma intervenção militar contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), eleito democraticamente nas eleições de outubro, chocou o Brasil e o mundo.
As cenas de violência e depredação dos prédios que representam os Poderes da democracia brasileira, ficarão para sempre na mente dos brasileiros e servem de alerta para aqueles que foram tolerantes com a turba de golpistas seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acampados em frente aos quarteis, que aproveitaram da leniência e cumplicidade das forças de segurança do Distrito Federal para organizarem um golpe contra a Democracia e o Estado de Direito vigente no Brasil, com consequências gravíssimas, caso prosperassem.
A pronta intervenção do presidente Lula, decretando intervenção federal na segurança do Distrito Federal (DF) e o ministro do STF, Alexandre de Moraes determinando o afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB) por 90 dias e o pedido de prisão do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, que comandava a Secretaria de Segurança do DF, pela Advocacia-Geral da União (AGU), parece que funcionaram e os golpistas foram devidamente dispersados, centenas presos e o acampamento em Brasília desmobilizado pelas forças policiais a mando do ministro Alexandre de Moraes.
Em Vargem Grande do Sul, autoridades condenaram o vandalismo e as invasões dos prédios públicos. O jornal enviou a pergunta “Como o senhor vê a invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes em Brasília e a tentativa de golpe de Estado no Brasil pelos bolsonaristas radicais?”, sendo que todos condenaram a atitude desta minoria criminosa que destruiu bens públicos e atentou contra a democracia brasileira.
Prefeito Amarildo Duzi Moraes

Para o prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB), o que aconteceu ontem em Brasília extrapolou todos os limites do tolerável e nenhum cidadão de bem em sã consciência pode aceitar aquela barbárie. “Toda e qualquer manifestação ordeira é prevista na Constituição e devemos defendê-la como direito do cidadão. Mas o que vimos ontem, extrapolou todos os limites do tolerável, nenhum cidadão de bem em sã consciência pode aceitar aquela barbárie. Temos que repudiar esse tipo de atitude que por pouco não se transformou numa tragédia maior, com perdas de vida. Que os responsáveis sejam julgados por suas ações e devidamente punidos no exato limite da Lei. Atitudes como essa, como iremos perceber na sequência, não contribuiu em nada, pelo contrário, acirra os ânimos, vai prejudicar a vida desses irresponsáveis e também de pessoas inocentes. O Brasil perdeu muito ontem”, afirmou o chefe do Executivo.
Vereador Guilherme Nicolau (MDB)

O presidente da Câmara Municipal, o vereador Guilherme Nicolau (MDB), afirmou que “Manifestações perdem a legitimidade e a razão a partir do momento em que há violência, depredação ou cerceamento de Direito”. Repudiando as atrocidades cometidas, o presidente do Legislativo disse que o desrespeito aos poderes constituídos é o desrespeito total à Constituição.
Marcelo Terra

Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Vargem Grande do Sul (ACI), Marcelo Terra, achou os atos cometidos em Brasília um absurdo e repudiou estas atitudes. “Temos outros meios para protestar. Terão que ser punidos exemplarmente para que esses atos não aconteçam mais”, afirmou Marcelo Terra.
O vice-prefeito Celso Ribeiro (Podemos)

O vice-prefeito Celso Ribeiro (Podemos) falou que tudo que vai além do debate democrático deve ser condenado. Para ele, invadir, depredar, atentar contra o Estado de Direito é ilegal e sujeito às penas impostas pela lei. “Diferenças ideológicas podem ser debatidas dentro da convivência pacifica. Qualquer tipo de violência e intolerância é extremamente grave e condenável”, sentenciou o vice Celso Ribeiro.
Presidente da 123ª Subseção da OAB diz que violência dos atos é imprópria e inoportuna

O advogado Márcio Aliende Rodrigues, presidente da 123ª Subseção da OAB de Vargem Grande do Sul enviou sua resposta à pergunta formulada pelo jornal e disse que a violência dos atos é imprópria e inoportuna. Falou que o exercício das manifestações, de forma pacífica, bem como, a livre expressão do pensamento e opinião, inclusive os questionamentos de autoridades e atos são direitos constitucionais inalienáveis do cidadão brasileiro e fazem parte do Estado Democrático de Direito.
O advogado afirmou que “eventual indignação da população com a ingerência, desmandos, arbítrios e censuras que vêm sendo perpetrados nos últimos anos por questionáveis decisões emanadas por membros do STF é legítima e tem razão de existir”. Prosseguiu o presidente da OAB local, comentando a fala do ministro recém aposentado do STF Marco Aurélio: “Falhou todo mundo, e começou a falha no próprio STF, quando ressuscitaram politicamente o ex-presidente Lula, dando o dito pelo não dito, quando enterraram a lava jato”…”o que começa errado, nós aprendemos quando garotos, não acaba bem”.
Márcio chama novo governo de Lula de comunista
Para Márcio Aliende Rodrigues, “Toda esta indignação pode ter sido potencializada pelas medidas irresponsáveis do novo governo comunista (sic) culminando nesta revolta, frisando-se que ainda está sendo apurado quem realmente incitou e/ou cometeu atos violentos, pois a grande e esmagadora maioria dos manifestantes e apoiadores do presidente Bolsonaro são pessoas de bem e contrárias a violência, não podendo se descartar a infiltração proposital de pessoas que incitaram ou mesmo realizaram atos violentos com o intuito de deslegitimar as manifestações pacíficas que ocorreram há mais de 60 dias”.
“Não vemos nenhuma postura apaziguadora do novo governo, nenhum gesto de conciliação à uma sociedade dividida e cansada de ser explorada, tal como, por exemplo, a exposição do código fonte das urnas eleitorais, que certamente aplacaria os ânimos; mas não, ao que parece, o intuito da Corte Constitucional e do novo governo não é privilegiar a transparência e o apaziguamento social, pelo contrário, busca-se o embate, com manifestações belicosas de suas lideranças e incites à perseguições”, respondeu Márcio ao jornal.
Prossegue o presidente da OAB dizendo que “Vale relembrar que ao longo dos governos do PT/MDB/PSDB o que sempre se viu foi a incitação pela esquerda às manifestações violentas contra os Poderes e Instituições, cabendo citar a título de exemplo, dentre muitas ocorridas, as invasões por manifestantes do MST armados de foices, pedras e pedaços de madeira à Câmara dos Deputados em junho de 2006, quando promoveram um quebra-quebra geral”.
Disse também, que “Ato contínuo, em fevereiro de 2014 houve a tomada da esplanada dos Ministérios, com bloqueio de via, derrubada de grades de proteção/contenção, agressão de membros das forças policiais e tentativa de invasão ao STF, pela mídia, tais atos foram rotulados como manifestações legítimas, enquanto que, agora, as manifestações são tratadas como ‘atos criminosos e terroristas’”.
No entender do presidente da subseção da OAB de Vargem, “a verdade é que Estado Democrático de Direto é sinônimo de Império da Lei, e o que estamos vivendo, com decisões judiciais ao arrepio da Constituição Federal não podemos chamar verdadeiramente de democracia”.
Finaliza dizendo que “Infelizmente, caso não tenhamos de volta o diálogo apaziguador e conciliatório e a defesa intransigente dos ditames constitucionais, pela Suprema Corte, retornando ao seu papel como ‘Guardiã da Constituição’ e se mantenham as atitudes com viés político partidário, a tendência é a situação piorar”.
OAB do Brasil condena atos antidemocráticos
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), emitiu nota condenando a invasão dos prédios dos três Poderes em Brasília: “Tais atos devem ser repelidos pelas forças de segurança de acordo com as disposições legais. É hora de encerrar de uma vez por todas os intentos contra o Estado democrático de Direito no país. Somente assim será possível buscar a pacificação necessária ao Brasil”, disse a nota da entidade.













Será que o advogado sabe o que é comunismo? Por pouco não se mostrou a favor dos terroristas bolsonaristas. Não sei não kkkkkkkkkkkk