A matéria “Vargem não terá Carnaval de rua este ano” publicada pela Gazeta de Vargem Grande na edição impressa da última semana e também nas redes sociais, teve uma grande repercussão, principalmente na página do Facebook do jornal, com 23.735 pessoas alcançadas e mais de 230 comentários, na sua imensa maioria, a favor da atitude da prefeitura em não promover o carnaval popular este ano. Apesar de justificável a atitude do prefeito Amarildo (PSDB), que disse ter que priorizar onde gastar o dinheiro público, citando por exemplo as dificuldades por que passa o Hospital de Caridade, não deixa de ser uma triste notícia a de que em Vargem Grande do Sul não haverá em 2023, um carnaval popular. Justificou o prefeito que o custo elevado de se fazer um carnaval de qualidade e com segurança nos dias de hoje, gastos que podem chegar a R$ 500.000,00 segundo afirmou, não habilita o poder público municipal a realizar a mais tradicional festa brasileira, tornando a cidade mais triste, sem dúvida, uma vez que carnaval é sinônimo de festa e alegria. Já houve época em que no carnaval de Vargem haviam duas ou mais escolas de samba desfilando, brincava-se nos três clubes da cidade, o Clube III Vilas da Vila Santana, o Clube Vargengrandense e a Sociedade Beneficente Brasileira (SBB), sem falar nas grandes apresentações de bandas carnavalescas na Praça da Matriz patrocinadas pela prefeitura municipal, arrastando milhares de pessoas que curtiam o carnaval. Famílias, jovens, adultos e crianças, todas tinham vez no carnaval de rua da cidade. Éramos felizes e não sabíamos. O carnaval libera uma grande emoção, dança-se, canta-se, comunica-se, namora-se, diverte-se e ajuda a espantar um pouco as depressões que nos rondam, as tristezas que nos cercam, depois de um período longo de luta contra a pandemia, da crise econômica e também da política que dividiu o país ao meio, com tristes acontecimentos como a invasão dos prédios públicos na Praça dos Três Poderes em Brasília há pouco mais de um mês. O carnaval ajuda a combater o estresse, produz prazer e faz o povo se conectar mais, fazendo as pessoas terem mais contato físico, deixando um pouco o celular e as redes sociais de lado, tirando muitos da solidão dos tempos atuais que estão enjaulando pessoas. Podia-se planejar um carnaval mais simples, que fosse tão somente sinônimo de festa, alegria, irreverência, música e cultura. O Departamento de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal podia incentivar as pessoas a criarem blocos carnavalesco, com alegorias variadas, bandas de marchinhas antigas, fechar uma rua e incentivar grupos de samba e pagode a tocar. Enfim, trazer um pouco mais de alegria para a cidade, que sem carnaval, fica sisuda e moribunda.
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