“O amor de mãe recorda o amor de nosso Deus…”

“O amor de mãe recorda o amor de nosso Deus...”. Foto: Arquivo Pessoal

Por Padre Luciano Muterle Guidi
Neste domingo celebraremos o “Dia da Mães”: dia de comemoração e de recordação. Comemoramos a presença materna em nossas famílias, comunidades e em toda a sociedade. Recordamos, trazemos de novo ao coração: o amor, a dedicação, o zelo, o carinho, a ternura, os esforços de nossas mães, que são um sinal visível do cuidado de Deus por seu povo amado.
Desde o Antigo Testamento, o amor de Deus já foi comparado ao amor de mãe. O profeta Isaías questionou: “Por acaso uma mulher se esquecerá da sua criancinha de peito? Não se compadecerá ela do filho do seu ventre? Ainda que as mulheres se esquecessem eu não me esqueceria de ti!” (Is 49,15). Este trecho da profecia inspirou a canção, que tantas vezes cantamos em nossas missas: “O amor de mãe recorda o amor de nosso Deus. Tomou seu povo ao colo quis nos atrair. Até a ingratidão inflama seu amor. Um Deus apaixonado busca a mim e a ti!” (Dom Carlos Alberto Navarro e Valdeci Farias).
A igreja sempre reconheceu a importância das mães, valorizando sua árdua e sublime missão. O Papa João Paulo I, em Setembro de 1978, durante a Oração do Angelus, teve a santa ousadia de reconhecer: “Somos objetos, da parte de Deus, dum amor que não se apaga. Sabemos que tem os olhos sempre abertos para nos ver, mesmo quando parece que é de noite. Ele é pai: mas ainda, é mãe.” A grandeza e também a beleza do amor materno foram afirmadas pelas palavras do “Papa Sorriso”, João Paulo I.
Nós, brasileiros, comemoramos o Dia das Mães, oficialmente desde 1932. Somos um povo amoroso e criativo, por isso, encontramos muitas maneiras de demostrar nosso respeito, admiração e gratidão às mulheres agraciadas por Deus com o dom da maternidade. Precisamos dizer com palavras, canções, presentes, símbolos, gestos, o quanto somos gratos pelo amor de mãe, recebido daqueles que nos geraram no útero e também no coração. É fato que, as mulheres, em sua sensibilidade e generosidade, encontraram muitas formas de exercer a maternidade, amparando também aqueles que sofrem pela ausência ou distância de suas mães. A estas mulheres incríveis nossa reverência e homenagem!
São João Paulo II, em sua carta às mulheres, publicada em junho de 1995, agradeceu a presença feminina nas famílias, nas igrejas, na sociedade, dizendo muitos “obrigados”. Hoje, quero destacar este: “Obrigado a ti, mulher mãe!”.
Acredito que a GRATIDÃO, demonstrada de inúmeras formas nesta data significativa, deve estar acompanhada de outra realidade: o COMPROMISSO! Todos nós, filhos e netos, precisamos nos comprometer, cada vez mais, em garantir a dignidade de todos as mães, principalmente aquelas que estão em situação de fragilidade. Senão, nosso dia festivo seria uma grande hipocrisia! Nossas mães, avós e também aquelas que fizeram parte de nossa história – como se fossem nossas mães – precisam de nosso afeto, cuidado e reconhecimento sempre, todos os dias… Nosso Mestre, Jesus Cristo, mesmo no momento crucial, preocupou-se com sua mãe, confiando-a aos cuidados do Apóstolo São João. Com gratidão e compromisso, seremos verdadeiramente filhos, honrando-as; filhos presentes e atuantes na vida destas mulheres encantadoras, que são nossas MÃES…
Que a Virgem Mãe interceda, com seu coração materno, por todas as mães, hoje e sempre!

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