Antônio Fiorini, aposentado de 96 anos, recorda que, durante sua infância, nunca teve a tão aguardada visita do Papai Noel. “Uns puxões de orelha”, brinca ao ser questionado sobre seus presentes. “Me lembro de uma vez que desci o sapato e o capim estava todo lá”, acrescenta, sorrindo.
Apesar disso, assim como nos demais dias do ano, a mesa em sua casa estava sempre farta. “Na questão da alimentação, sempre tivemos fartura, nunca faltou nada, graças a Deus”, explica. Os almoços de Natal eram sempre animados, afinal, a família de Antônio contava com 12 irmãos, uma situação muito comum naquela época. “Só isso já enchia a casa”, comenta.
Quanto ao cardápio natalino, Antônio descreve que era simples, mas com grande fartura. “Um almoço em família. A gente lembrava bem porque fazia coisa boa. O cardápio incluía frango, vinho e guaraná para as crianças. Minha mãe fazia rosca. Meu pai comprava castanhas, pouquinho, mas comprava”.
“Naquela simplicidade, a gente celebrava o Natal”. Também recorda que, na infância, sua família não tinha o hábito de decorar a casa com árvores natalinas, uma tradição que começou após seu casamento com a esposa, Geni.
Antônio também destaca que pontos famosos da Praça da Matriz, a fonte luminosa e o coreto, eram decorados para a época.
Assim como a maioria fazia antigamente, sua família também não realizava a Ceia de Natal. Por isso, na véspera de 24 de dezembro, costumavam ir à Missa do Galo e, em seguida, passeavam na praça.













