Quem passa pela Praça Capitão João Pinto Fontão, a Praça da Igreja Matriz, não deixa de observar e se condoer com a morte lenta das antigas árvores da espécie Ficus, que durante dezenas de anos compuseram a paisagem da praça, dando guarida e sombra aos vargengrandenses e também aos taxistas que servem a cidade e cujos veículos ficam embaixo das outrora majestosas e frondosas figueiras, cujo nome científico é Ficus benjamine.
Muitos questionam qual seria a causa da morte destas árvores, uma vez que elas já foram palco de uma polêmica não muito distante, quando a referida praça passou por reformas e foi cogitado o corte destas árvores por outras de espécies mais compatíveis com o local. Houve reação da população na ocasião e elas foram poupadas.
Outra árvore fotografada pelo jornal, é uma sibipiruna antiga, plantada no jardim da Escola Benjamin Bastos, que morreu. Também foi verificado o corte de três grandes sibipirunas que foram cortadas na semana passada na esquina da Escola Alexandre Fleming, ficando somente o toco das mesmas.
Quando a cidade sofre com a grande onda de calor que está fazendo, grandes árvores que contribuíam com sombra, ajudando a amenizar o calor sufocante que está fazendo, estão morrendo ou sendo cortadas com autorização da prefeitura, provavelmente a pedido do proprietário do imóvel e por apresentarem algum problema fitossanitário.
Muitos leitores do jornal Gazeta de Vargem Grande procuram a redação para perguntar o que está acontecendo com estas árvores que estão sendo eliminadas.
O jornal questionou a prefeitura a respeito e segundo as informações recebidas, com relação à Praça Capitão João Pinto Fontão, “a mesma passou por uma reestruturação iniciada em 2020, onde houve a supressão por questão de paisagismo de duas árvores chapéu de couro (Echinodorus grandiflorus), sendo substituídas por ipê roxo (Handroanthus impetiginosus)”.
Quanto às árvores que foram retiradas recentemente, os quatro fícus (Ficus benjamine), que estavam localizadas na Praça da Matriz, pertencente à Diocese, respondeu a prefeitura que a retirada foi uma solicitação do pároco da Igreja Matriz de Sant’Ana, justificando a necessidade da retirada das mesmas porque estavam mortas, o que foi constatado pelo Departamento de Agricultura e Meio Ambiente, após visita in loco.
“Após esta constatação, foi autorizado o corte das quatro árvores. Cabe salientar que na mesma Praça foram plantadas várias outras árvores de espécies mais indicadas para o local”, informou o órgão público.
Com relação à morte dos Ficus no local onde ficam os taxis da cidade, a prefeitura disse que “com relação às mortes destas árvores, as causas podem ser muito variadas, mas por se tratarem de árvores antigas, e por estarem em uma praça, elas passaram por várias podas, tanto de copa quanto de raízes, e no passar do tempo pode ter comprometido a fitossanidade das mesmas. O Departamento do Meio Ambiente não tem como afirmar o que causou a morte das árvores, como citado, vários fatores podem ter ocasionado a morte das mesmas”, informou ao jornal.
Ao ser perguntado ao Departamento do Meio Ambiente o que teria levado ao corte das três sibipirunas na esquina da praça em frente à Escola Alexandre Fleming, o departamento informou que o proprietário fez o pedido do corte, alegando que as árvores não estavam com boa saúde e comprometendo a acessibilidade à calçada existente no local.
Que haverá uma reforma na casa e as árvores precisavam ser cortadas, o que foi autorizado pelo órgão competente. O Meio Ambiente também informou que de acordo com a lei, passados 30 dias após a supressão das árvores, o proprietário do imóvel terá de plantar uma árvore para cada uma que foi cortada.
Com relação à árvore da praça da Escola Benjamin Bastos, provavelmente a causa da sua morte deve ter sido por antiguidade, por ter sofrido muita poda e ter sua saúde fitossanitária comprometida.
A cidade de Vargem Grande do Sul é um grande vazio no plantio de árvores em suas calçadas, havendo trechos no Centro e em muitos bairros, que não se vê uma árvore plantada em frente às residências ou comércios, contribuindo para que neste verão de altas temperaturas, a cidade fique cada vez mais quente, prejudicando inclusive, a saúde dos seus moradores.
Fotos: Reportagem
















