Lígia de Paiva Ligabue
Em um mundo com tantas crenças, religiões, diferentes povos e culturas, o Natal é experimentado de maneira particular em cada uma dessas diversas expressões. Mas para as pessoas que creem que neste dia Deus se fez menino na manjedoura o Natal é sim uma oportunidade de sermos melhores e fazermos o bem.
Afinal, foi justamente essa a mensagem apresentada pelo presépio. O filho de Deus, nascendo no mais humilde curral, nos mostra que é preciso colocarmos em prática a humildade, a compaixão e o amor. E essa é a parte difícil.

Por isso é importante começar, nem que seja um pouquinho, nessa época de Natal. Ser mais amável, ter mais paciência, cooperar com as pessoas, escutar mais e julgar menos.
Parece que tudo isso fica ainda mais difícil em um país polarizado pela política e que tudo fica contaminado pelo discurso de “ele x nós”. Mas é possível sim conviver com civilidade e respeito mesmo entre divergentes.
Ao falar sobre o Natal de 2024, o Papa Francisco pediu o fim das guerras e disse que Deus ama a todos. Se acabar com a guerra entre judeus e palestinos é um trabalho para líderes e governos, cabe a cada pessoa acabar com a guerra que existe dentro das próprias casas, por exemplo.

Acolher e respeitar quem pensa diferente. Evitar confrontos e buscar a partilha. Quem estiver preparado, pratique o perdão. Quem ainda não está, que encontre a paz para iniciar esse caminho.
Se cada um começar neste Natal a colocar em prática o que o Natal significa e estender essas ações no ano que se inicia, um dia terá tudo para ser melhor que o outro. E o futuro que se avizinha não será tão sombrio, pois será habitado por pessoas de coração leve e conciliador. Quem sabe?









