Vargem registrou o fechamento de sete postos de trabalho

Mercado de trabalho na região recua em março, mas fecha trimestre com saldo positivo. Foto: CIESP São João da Boa Vista

Sete municípios da região fecharam, juntos, 291 postos de trabalho, aponta Caged

Vargem Grande do Sul registrou o fechamento de sete postos de trabalho em março deste ano, de acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados no dia 30 de abril pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo negativo foi impulsionado por desligamentos nos setores de comércio e indústria.
O resultado de março reflete uma retração em relação a fevereiro, mês em que a região teve saldo positivo na geração de empregos. No entanto, o desempenho do primeiro trimestre do ano ainda é positivo, com a criação de 848 novas vagas com carteira assinada nos sete municípios que compõem a região.
Além de Vargem Grande do Sul, o levantamento do Novo Caged considerou os municípios de Aguaí, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, São João da Boa Vista e São José do Rio Pardo. Juntas, essas cidades encerraram 291 postos de trabalho em março, resultado que contrasta com os 1.194 empregos formais gerados em fevereiro.
Os setores de serviços e agronegócio foram os principais responsáveis pelo saldo negativo em março, enquanto a indústria manteve desempenho positivo, apesar dos desafios econômicos. Este foi o segundo mês do ano com recuo no mercado de trabalho da região.
Para Adriano Fontão Alvarez, vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, o cenário é reflexo da alta dos juros, que dificulta o acesso ao crédito e impacta diretamente investimentos na indústria e no agronegócio. “Hoje, o principal entrave é o custo de acesso ao dinheiro. Com os juros altos, manter equipamentos financiados ou investir em novos se tornou um desafio”, afirmou.
Alvarez também destacou que a instabilidade fiscal do governo federal contribui para o cenário adverso. “A área fiscal preocupa o mercado como um todo, e isso limita a atuação do Banco Central na redução dos juros”, explicou.
Apesar das dificuldades, há expectativa de retomada gradual nos próximos meses. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma safra de 330 milhões de toneladas de grãos para o Brasil em 2024/25, o que pode beneficiar a região, especialmente em cidades com forte vocação agrícola.

Na região
São José do Rio Pardo segue na liderança do ranking de geração de empregos na região, com a abertura de 204 postos de trabalho. Na cidade, outra vez, o resultado veio do agronegócio, que contratou 234 profissionais com carteira assinada em março.
Em segundo lugar, veio Aguaí, que abriu 88 postos de trabalho no terceiro mês do ano, número notável, especialmente considerando que é a cidade com o menor número de habitantes (32 mil) entre as sete do levantamento. O setor industrial puxou o saldo positivo, com 52 novos empregos no mês.
São João da Boa Vista vem na sequência com 64 novos empregos formais. O número é bastante interessante, especialmente comparado a março de 2024, quando foram fechados 275 postos de trabalho com carteira assinada.
E Casa Branca, por fim, foi a última cidade do ranking a ter saldo positivo na geração de empregos em março: com o número de demissões no comércio e no setor de serviços compensado pelo de contratações no agronegócio e na indústria, a cidade gerou seis novos postos de trabalho.
Por outro lado, além de Vargem Grande do Sul que teve saldo de -7 com desligamentos no comércio e na indústria, Espírito Santo do Pinhal e Mococa também tiveram saldo negativo de empregos no terceiro mês do ano, com mais demissões do que contratações, evidenciando o recuo do mercado. Em Pinhal, foram fechados 405 postos de trabalho, número puxado pelo setor de serviços; e Mococa teve saldo de -241 empregos formais, com mais demissões no agronegócio.

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