
O engenheiro agrônomo Ciro Staino Manzoni, funcionário da Casa da Agricultura de Vargem Grande do Sul, comentou a respeito das mudanças climáticas para o jornal Gazeta de Vargem Grande. Para Ciro, as alterações no clima têm impacto direto na agricultura, afetando a produtividade de todas as culturas. “O aumento das temperaturas, alterações nos padrões de chuva e condições climáticas extremas são alguns dos principais fatores que causam estresse nas plantas, reduzem a disponibilidade de água, aumentam a incidência de pragas e doenças, e podem levar à perda de biodiversidade agrícola”, citou.
Com relação às chuvas intensas, cada vez mais presentes na região, o agrônomo explicou que elas podem causar destruição, inundações, erosão de solo, queda de frutos e aparecimento de doenças. Da mesma maneira, argumentou que as secas prolongadas causam morte de plantas, queda de frutos, aparecimento de doenças e pragas que eram irrelevantes, queimadas e frutos com má qualidade.

“As queimadas além de destruírem as lavouras, destroem as áreas de proteção ambiental, como nascentes e reservas legais. O estresse térmico, causado por altas temperaturas, produz frutos deformados, queda de flores e frutos e redução no crescimento de plantas”, afirmou o engenheiro da Casa da Agricultura.


Ciro disse que nos últimos anos, verificam-se ondas de calor extremo e períodos de estiagem cada vez maiores. Para ele, o resultado disso em nossa região é milho com espigas deformadas e poucos grãos, café com frutos pequenos e secos, aumento do custo de produção por conta da irrigação, olerícolas como alface deformadas e queimadas pelo sol. “A necessidade de irrigação resulta em uma maior pressão sobre rios e corpos d’água, podendo no futuro, levar a disputa por água”, sentenciou o agrônomo.


Trabalhos feitos pela CATI – Casa da Agricultura
Trabalho de conservação de solo e construção de cacimbas para melhorar o armazenamento de água nas propriedades e por consequência na bacia dos rios que cortam o município de Vargem Grande do Sul estão sendo realizadas em conjunto com os proprietários de terras.
Através de subsidio do governo estadual, de até R$ 50 mil reais por produtor, são feitos projetos de cacimbas, biodigestores para tratamento de esgoto, terraços e nível, cercas para proteção de nascentes. Na nascente do Ribeirão Preto da Forquilha, já foram feitas mais de 140 cacimbas de contenção de água na propriedade, com algumas nascentes, antes soterradas sendo recuperadas.












