Por José Aguilar Cortez
O Dia Internacional do Idoso, comemorado no dia primeiro de outubro faz parte do calendário de celebrações especiais das Nações Unidas. Infelizmente o crescimento acelerado da nossa população idosa não encontrou estrutura sócio cultural preparada para oferecer programas educativos, informativos, artísticos e culturais proporcionais ao crescimento da demanda e muito menos motivos para comemorações. Embora já aprovado pelo Senado Federal, o estatuto que regulamenta a proteção para a população com mais de sessenta anos não encontrará, como sabemos, facilidades para sua implantação. Os artigos que dispõem sobre cultura, lazer, vida familiar, assistencialismo, saúde, direito, alimentação, trabalho, entre outros, encontram um país de desigualdades que dificulta os parcos esforços governamentais para assegurar dignidade a esses cidadãos. Mas, como afirmou John Barrymore; “Os homens só envelhecem quando os lamentos substituem os sonhos” portanto, ao invés de lamentar e aceitar as dificuldades associadas ao envelhecimento, é preciso continuar perseguindo sonhos fortalecendo o corpo e o espírito. Nada de esperar que apenas as leis transformem nossa sociedade, é preciso aglutinar a força representada por aproximadamente 15 milhões de brasileiros, acima dos sessenta anos, e provocar comportamento reflexivo em relação a essa etapa da vida. O próprio idoso precisará escolher se aceita passivamente a idade cronológica ou se opta pela idade biológica. Enquanto a primeira, a idade cronológica, representa o tempo de vida, onde é impossível interferir, a segunda, a idade biológica, se refere a idade do próprio corpo, que mudanças no estilo de vida podem proporcionar oportunidade de retardar. O idoso não pode deixar de acreditar na vida e de dar sua contribuição, com a experiência acumulada, para melhorar a sociedade. Não deve transferir a responsabilidade do seu futuro para a previdência, para os hospitais e para os asilos. Precisa, constantemente, desafiar a mente estabelecendo metas e buscando soluções. Envelhecer não é permitir que o cérebro e os músculos se atrofiem e transformem a saudável autonomia na humilhante dependência. Se não temos certeza se as leis, do Estatuto do Idoso, garantirão os direitos dos cidadãos que envelhecem, pelo menos temos convicção que não existem leis para impedir que a esperança seja substituída pelo desânimo.












