
Falar de Natal na Rua do Comércio, é sem dúvida, se reportar à loja das Casas Pernambucanas, uma das mais tradicionais e a mais antiga ainda em funcionamento na principal rua destinada ao comércio de Vargem Grande do Sul. Segundo relatos de Waldemar Ferreira da Silva, 84 anos, que começou a trabalhar nas Casas Pernambucanas em 1956, com cerca de 15 anos de idade, logo depois que a loja se instalou na cidade no início da década de 50, na antiga loja de propriedade de Abrahão Chiachiri, na esquina da Praça da Matriz e onde hoje funciona a loja Samuel Tecidos e Confecções.

Também conhecida como Arthur Lundgren Tecidos, a Pernambucanas está na memória dos consumidores vargengrandenses e começou vendendo principalmente tecidos e algumas confecções, permanecendo neste segmento durante muitas décadas, só depois passou a vender produtos de cama, mesa e banho e nas últimas décadas, eletrodomésticos e eletrônicos.
Segundo informou o setor de Comunicação da empresa ao Guia de Compras de Natal da Gazeta de Vargem Grande, a Pernambucanas está em Vargem Grande desde 1953, ou seja, há 72 anos. A loja sempre esteve praticamente no mesmo local, antes era Av. Regato, 94 e agora na Rua do Comércio, 200, esquina com a rua anterior. O foco da loja são produtos de vestuário, lar, eletro e beleza para toda a família. A loja possui atualmente cerca de 10 colaboradores em Vargem.

Fundada em 25 de setembro de 1908 no Recife, em Pernambuco, pelo sueco Herman Theodor Lundgren, há 117 anos, a Pernambucanas sempre evoluiu junto com a família brasileira. Referência no varejo tradicional, a companhia tem como marca registrada o pioneirismo e a contribuição para o progresso de diversas cidades do país. Hoje ela está presente em mais de 340 cidades, em 15 estados e no Distrito Federal, com mais de 480 lojas e cerca de 11 mil colaboradores ao todo.
Além do varejo, a companhia tem a sua fintech, a Pefisa, braço financeiro do grupo, responsável pelo desenvolvimento e gestão dos produtos financeiros.
Waldemar Ferreira da Silva, que trabalhou na Pernambucanas por mais de 30 anos, lembra que a vinda da loja para Vargem na década de 1950 foi uma revolução no método de trabalho, na organização, na venda com preços fixos, no trato com os clientes, com todos os funcionários trabalhando com camisa de manga comprida e usando gravata, com todos se tratando de “senhor”, desde o pacoteiro, até o gerente da loja. Diferentemente das lojas tradicionais que haviam na época, todas com poucos funcionários e sendo tocadas pela própria família.








