Balanço de fim de ano deve levar em conta a saúde

José Alberto Aguilar Cortez

Amigos leitores da Gazeta, qualquer balanço do ano que está terminando não pode omitir o que fizemos em benefício da nossa saúde física, mental e espiritual.
Nesta última semana do mês de dezembro, por mais que se queira evitar, é impossível deixar de fazer um balanço do ano que está terminando. O saldo no banco, os investimentos realizados em negócios ou mesmo a troca do automóvel usado por um modelo novo, podem provocar uma falsa ideia de sucesso e de grandes realizações.
A ascensão profissional e a ampliação do patrimônio de bens móveis e imóveis sempre exerceram maior fascínio na sociedade do que investimentos destinados ao aprimoramento cultural, à alegria da alma ou à preservação da saúde. A sensação de fracasso diante da estagnação da renda e da impossibilidade de atingir metas estabelecidas podem comprometer ainda mais a capacidade de reagir e criar projetos direcionados ao bem-estar físico, mental e espiritual.
Entretanto é inaceitável omitir, nesta retrospectiva de avanços e retrocessos, o conhecimento e experiência que adquirimos nos relacionamentos, nos estudos e no amadurecimento proporcionado pela superação das dificuldades enfrentadas. Não podemos desprezar tudo que fizemos em benefício das outras pessoas, da comunidade a que pertencemos e esquecer o sentimento de gratidão que demonstraram e que nos causou uma sensação de paz nunca antes experimentada.
O balanço não seria confiável se nos limitássemos a contabilizar os bens materiais e ignorássemos as emoções que pudemos viver ou que ajudaram alguém a encontrar mais razões para não desistir da vida. Nenhuma retrospectiva poderia ser levada a sério se não considerasse tudo que fizemos para melhorar o mundo que vivemos e que nada poderia ser feito se não tivéssemos nos preocupado mais com nossa própria saúde.
Como todos continuam esperando muito de nós e como temos certeza que poderemos dar muito mais do que já demos, no próximo ano, precisamos continuar cuidando muito bem do corpo e da alma que abrigam nossa fé e esperança no futuro.

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