Vargem Grande do Sul é uma cidade cujos trabalhadores não obtém altas rendas, uma vez que a industrialização do município é pequena, dependendo mais do comércio e serviços, além do agronegócio, cujos salários pagos não alcançam a média dos salários de cidades mais industrializadas. Vários índices, com o Firjan, IBGE, apontam para esta realidade. Portanto, é natural que a cidade tenha muitas famílias vulneráveis socialmente.
Assim, é muito importante a participação do Bolsa Família na melhoria da condição de vida das famílias carentes do município. Seu objetivo central é complementar a renda de quem mais precisa, contribuindo para o acesso a condições básicas como alimentação, saúde e educação.
Ao longo dos anos, o programa passou a ser observado também sob a ótica de seus efeitos sociais mais amplos. A Organização das Nações Unidas já citou iniciativas brasileiras de transferência de renda como referência internacional no enfrentamento à pobreza, destacando o papel desse tipo de política pública na redução das desigualdades e na promoção de melhores indicadores sociais.
Além do alcance social, o Bolsa Família também exerce influência na economia, especialmente nos municípios de pequeno e médio porte. Os recursos recebidos pelas famílias são, em sua maior parte, utilizados no próprio comércio local, em despesas essenciais como alimentos, pagamento de aluguel, vestuário, medicamentos e itens básicos do dia a dia. Esse fluxo contribui para movimentar mercados, farmácias, padarias e outros estabelecimentos, mantendo ativa uma parcela importante da economia.
Em Vargem Grande do Sul, por exemplo, estima-se que cerca de R$ 12 milhões por ano circulem no município por meio dos valores destinados aos beneficiários do programa. Esse montante representa um volume significativo de recursos que passam diretamente pelo comércio e pelos serviços locais, gerando reflexos na atividade econômica e na arrecadação.
O Bolsa Família também está associado a critérios e contrapartidas, como a frequência escolar de crianças e adolescentes e o acompanhamento de saúde, o que o insere em um contexto mais amplo de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social.
Dessa forma, o programa mantém relevância não apenas como instrumento de apoio às famílias em situação de vulnerabilidade, mas também como componente que integra a dinâmica econômica de muitos municípios brasileiros, influenciando diretamente a circulação de recursos e a atividade comercial local.












