Nascimento inesperado transforma Dia das Mães de família

Luiza no colo da vovó Deuselinda, com o irmão e mamãe celebram um dia das mães de forma inusitada, mas feliz
Vera vibra com a pequena Luiza nos braços após ajudar em seu parto

A proximidade do Dia das Mães ganhou um significado ainda mais profundo para Lara Lodi, 28 anos, que viveu uma experiência marcante ao dar à luz a filha dentro de casa, na madrugada do dia 26 de abril. O que começou como uma dor confundida com cólica terminou em um parto inesperado, cercado de tensão, coragem e apoio essencial de pessoas próximas.
Lara conta que descobriu a gravidez apenas em janeiro, quando já estava com 26 semanas. Ela havia retornado para Vargem em outubro, depois de um período em Limeira, e recebeu a notícia com surpresa. “Foi um susto, mas também meu melhor presente”, afirma. Mesmo diante da descoberta tardia, ela já carregava uma certeza: a filha se chamaria Luiza.


Mãe de Lorenzo, de 7 anos, nascido por cesariana, Lara sempre acreditou que não conseguiria enfrentar um parto normal. “Eu sempre falei que não ia aguentar a dor”, relembra. Na madrugada do nascimento, porém, essa convicção foi superada. Por volta das 3h, começaram as contrações, inicialmente interpretadas como cólicas e dores lombares.

Na tentativa de aliviar o desconforto, ela tomou um banho quente por cerca de 40 minutos.
Ao se deitar, a dor se intensificou e então ela percebeu que o bebê estava a caminho. Sozinha em casa, enfrentou o momento com coragem. “Entre uma contração e outra eu gritava, e ali eu vi que a Luiza ia nascer”, conta. Por volta das 5h, conseguiu ligar para a mãe, Deuselinda dos Santos, e avisou: “Mãe, a Luiza vai nascer na cama”.


Sem tempo a perder, Deuselinda acionou a proprietária da casa, Vera Lúcia Parca, e uma vizinha, Vandinha. Quando chegaram, Lara já estava em trabalho de parto avançado. Vandinha acionou o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), enquanto Vera auxiliou diretamente no nascimento. Às 5h50, Luiza veio ao mundo, em um momento decisivo em que a recém-nascida precisou ser estimulada a chorar para iniciar a respiração.


Pouco depois, a equipe do Samu composta pelo socorrista Carlos França e pela técnica de enfermagem Daniela Araújo chegou e deu continuidade ao atendimento, prestando cuidados à mãe e à bebê. Como a placenta ainda não havia sido expelida, Lara ainda enfrentava contrações intensas e foi levada ao Hospital de Caridade. Na unidade de saúde, ela reencontrou a mãe e revive o momento com emoção: “Eu só queria segurar a mão dela e falava: mãe, eu consegui”, se emocionou.


O atendimento foi conduzido pela médica Cristina Pitelli, que auxiliou na retirada da placenta e acompanhou a recuperação. Apesar de ter nascido com 35 semanas, Luiza apresentou boa evolução e, já no primeiro dia, pôde permanecer no quarto com a mãe.


Hoje, Lara define a filha como sua “salvação” e descreve o amor pelos filhos como incondicional. Segundo ela, são Lorenzo e Luiza que dão sentido à sua vida. “Sem eles, eu não teria forças para continuar seguindo”, afirmou. A bebê segue saudável, ganhando peso e sendo amamentada, enquanto o irmão mais velho demonstra carinho, ainda que com um pouquinho de ciúmes.


Vivendo o que considera a melhor fase da vida, Lara expressa um desejo para o futuro da filha: “Quero que ela seja forte, independente e saiba que nasceu para mudar a minha vida”, disse. Neste Dia das Mães, sua história reforça o sentido mais profundo da maternidade, marcada por superação, amor e recomeços.

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