Editorial: Debate sim, ataque não: todos às urnas neste domingo

Neste domingo, 25 de outubro, os brasileiros voltam às urnas para escolher o presidente da República. Em Vargem Grande do Sul, a decisão chega depois de um primeiro turno que deixou um sinal de alerta: 7.077 eleitores não compareceram, uma abstenção de 23,26%. No país, a taxa foi de 21,08%, a maior desde 1998.
O número lembra o que já havia acontecido no segundo turno de 2022, quando 7.310 vargengrandenses, 22,79% do eleitorado, deixaram de votar. Naquele ano, a abstenção caiu de 24,01% no primeiro turno para 22,79% no segundo, ou seja, um em cada cinco eleitores ficou em casa.
Há outra preocupação que a Gazeta de Vargem Grande não pode deixar de registrar. Nos grupos de discussão da cidade e nos comentários das notícias publicadas por este jornal, quem declara apoio a um candidato ou a outro tem sido alvo de ataques. Em vez de argumentos, aparecem xingamentos, agressões verbais, violência disfarçada de opinião.
O debate é saudável e necessário para a democracia. Discordar, defender ideias, apontar falhas no adversário e explicar por que se vota de determinada forma faz parte do processo. O ataque pessoal, a violência nas postagens e a ofensa gratuita não faz parte do processo, e só mostram o pior do ser humano em um momento que pede o melhor dele.
Em uma cidade do tamanho de Vargem, quem está do outro lado da tela é o vizinho, o colega de trabalho, o parente. Na segunda-feira, todos continuarão se encontrando na rua, no comércio e na igreja, seja qual for o resultado. A convivência dura mais do que uma eleição.
O voto direto para presidente foi retomado no Brasil depois de mais de vinte anos de regime militar, e ele só tem sentido se for exercido. Quem fica em casa deixa que outros decidam por si. No domingo, a obrigação é a mesma para todos: comparecer à sua seção eleitoral e votar. Que seja com respeito, e que cada um vá às urnas.

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