Apesar de já instalado no cruzamento da Rua Maneco Nogueira-Centro, em Vargem Grande do Sul, o novo semáforo segue sem data prevista para entrar em operação. A medida foi adotada pelo Departamento de Segurança e Trânsito (Desetran) da Prefeitura Municipal após a constatação de um elevado número de acidentes registrados na região, caracterizada por intenso fluxo de veículos e tráfego oriundo de diversas vias de acesso.
De acordo com informações encaminhadas ao jornal Gazeta de Vargem Grande, o diretor do Desetran, Rogério Bocamino, explicou que a decisão pela instalação do equipamento foi resultado de um estudo técnico realizado após solicitações de moradores do entorno. A análise apontou a necessidade de intervenções para ampliar a segurança viária naquele ponto específico da cidade, e a implantação do semáforo foi uma das soluções encontradas.
A prefeitura informou ainda que a colocação do semáforo não gerou custos adicionais aos cofres públicos. O equipamento foi reaproveitado da Avenida Bolonha, onde antes estava em funcionamento. Com a construção de uma rotatória naquele trecho, o uso do sinal de trânsito tornou-se desnecessário, o que possibilitou sua realocação para a Rua Maneco Nogueira.
No entanto, o semáforo instalado ainda não entrou em funcionamento porque alguns componentes essenciais ainda não chegaram. A prefeitura não divulgou um prazo para a conclusão dos serviços e o início da operação do equipamento.
Enquanto isso, o Desetran segue realizando novos levantamentos técnicos em outras regiões do município. A intenção é identificar locais que também apresentem riscos à segurança no trânsito e onde a instalação de semáforos ou outras intervenções possam contribuir para uma circulação mais segura e organizada do trânsito da cidade.
Segundo moradores, semáforo não resolverá problema
Apesar da instalação do novo semáforo no cruzamento da Rua Maneco Nogueira com a Rua Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade, alguns moradores locais expressam ceticismo quanto à sua eficácia na resolução dos problemas de segurança viária daquele trecho conturbado do trânsito vargengrandense.
Segundo Augusto Souza e Anderson Reis, que residem na esquina há mais de quatro anos, o principal fator de risco não é o alto fluxo de veículos, mas sim a velocidade excessiva com que carros e motos transitam pela via.
“Nós fizemos um abaixo-assinado entre os moradores e entregamos ao Rogério, responsável pelo trânsito”, relata Augusto. “A gente pedia lombadas, acreditamos que lombadas seriam o mais correto. Pois se continuar passando carros e motos aqui em alta velocidade, o semáforo não vai resolver.”
Os moradores afirmam ter presenciado mais de 20 acidentes no local durante os últimos quatro anos. Eles temem que a instalação do semáforo, sem medidas que coíbam a velocidade, não traga a segurança esperada para o cruzamento daquela esquina e das demais próximas.












