Diretora de Educação é ouvida na Câmara pelos vereadores

Foto: Reprodução do canal do Youtube/Camara Municipal

Renata Taú prestou esclarecimentos aos vereadores sobre alimentação escolar, uniformes, metas do setor e plano de carreira do magistério

A diretora municipal de Educação, Renata Regina Taú Bocamino, compareceu ao plenário da Câmara Municipal para prestar esclarecimentos a respeito de temas que têm sido debatidos com frequência tanto na Casa Legislativa quanto nas redes sociais da cidade, durante realização da 16ª sessão ordinária realizada na segunda-feira, 20 de outubro de 2025.
Entre os assuntos abordados, estiveram as metas da pasta, a polêmica em torno da merenda escolar na Escola Mário Beni, a aquisição de uniformes, o número elevado de atestados médicos entre os profissionais da educação, além do plano de carreira e o piso salarial do magistério.
Renata Taú começou sua fala apresentando o desempenho da Secretaria de Educação em relação às cinco metas definidas para o ano. Segundo ela, quatro das cinco metas foram atingidas, sendo a que previa a implementação de processo seletivo para cargos de gestão escolar, a única que não atingiu a meta. Ela reforçou que as demais metas, que incluem avanços na estrutura escolar e na qualidade pedagógica, foram cumpridas conforme planejamento.
Um dos temas mais debatidos foi a situação envolvendo a merenda escolar da EMEF Mário Beni, que gerou questionamentos nas redes sociais e foi denunciado pela vereadora Vanessa Martins (PL). A parlamentar havia afirmado durante sessão de Câmara, possível irregularidade na aplicação de recursos destinados à alimentação escolar, e que a escola estaria recebendo refeições insuficientes e de baixo valor nutricional, compostas, em alguns dias, apenas por sopa, arroz e salada, faltando feijão, o que gerou ampla repercussão e teve pronta resposta por parte do Executivo.
Sobre a questão, a diretora que foi convidada a dar os esclarecimentos aos vereadores, esclareceu que não houve falta de feijão, mas sim uma substituição temporária do alimento motivada por uma reforma emergencial na cozinha da escola, causada pelo rompimento dos pisos. Durante esse período, as refeições foram preparadas no Núcleo de Alimentação Escolar e transportadas até a escola. Por se tratar de um alimento suscetível a azedar, o feijão foi substituído por outro item com valor nutricional equivalente, explicou a diretora, respondendo diretamente ao questionamento do vereador Ratinho.
Outro ponto abordado foi a aquisição de uniformes escolares, trazido pelo vereador Paulinho. Renata informou que a compra de uniformes não pode ser feita com os 25% obrigatórios da verba da Educação, mas sim com recursos próprios da Prefeitura. Ainda segundo ela, o prefeito Celso Ribeiro já sinalizou que faz questão de garantir os uniformes para todas as crianças em 2026.
A diretora também comentou sobre o alto número de atestados médicos registrados nas escolas da rede municipal. Segundo ela, o assunto vem sendo debatido internamente e a equipe busca soluções por meio da construção de um novo plano de carreira, o que deve contribuir para a valorização dos profissionais e, por consequência, reduzir as faltas.
Questionada sobre o envolvimento do Sindicato nas discussões sobre o novo plano de salários, Renata explicou que o projeto ainda está em fase de elaboração e que, assim que for concluído, o Sindicato dos Servidores Municipais será convidado a participar das discussões. “São fases, e o Sindicato será inserido no momento adequado”, afirmou.
A sessão também contou com manifestações positivas por parte dos vereadores Rafael Coracini (MDB) e Giovana Carvalho (MDB), que elogiaram o trabalho da equipe da Educação, com destaque para a qualidade da merenda servida nas escolas. Rafael ponderou, contudo, que ainda há pontos que podem ser melhorados, como a questão dos uniformes escolares.
O vereador Felipe Gadiani (PSD) questionou a diretora sobre o pagamento do piso nacional do magistério. Renata respondeu que, após reunião com o prefeito Celso Ribeiro, a Prefeitura já deu início a um levantamento detalhado sobre o impacto da medida na folha de pagamento, com o objetivo de incluir essa demanda na finalização do plano de carreira.
O momento mais tenso da sessão ocorreu durante o embate entre Renata e a vereadora Vanessa Martins, que voltou a afirmar que agiu corretamente ao fiscalizar a alimentação escolar e que não se arrepende das denúncias feitas. A vereadora acusou a diretora de ter cometido crimes ao publicar um vídeo nas redes sociais da Prefeitura, no qual a chama de mentirosa. Renata rebateu dizendo que as acusações também foram graves no vídeo da parlamentar, que alegava que as crianças estavam comendo “sopa constantemente”, o que, segundo a diretora, não corresponde à realidade.
Vanessa ainda questionou a formação e capacitação técnica da diretora, afirmando que ela foi aprovada em concurso público para assistente administrativo e hoje ocupa um cargo comissionado como diretora de Educação. Renata respondeu afirmando que atua na área desde 2004, tendo passado pela função de coordenadora por anos, e que está há quase uma década à frente da Diretoria de Educação, acumulando experiência técnica e administrativa.
A sessão foi marcada pela amplitude dos temas abordados e evidenciou a tensão entre os poderes Legislativo e Executivo em meio às discussões sobre o futuro da educação municipal. A diretora reiterou o compromisso da pasta com a transparência, qualidade alimentar, valorização docente e responsabilidade com os recursos públicos.

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