Chegamos aos 70 anos e olhamos com orgulho para trás.
Por Mário Poggio
Tomamos leite puro no retiro do Zecão, tirado na hora; jogamos em seu campinho com Chico Cortez, Ditinho Cabolino, Dito Adão, Ernesto Sbardellini, Laércio Luvezutti, Miguelzinho Maaz, Rubens Fagan, Teodoro Miranda, Zé Carlos Módena, Zé Luis Miranda Neto, etc.., e participamos do “Dente de Leite”, dirigido pelo saudoso José Cortez.
Aprendemos basquetebol com o professor Kiko Maldonado e treinamos com os “cobras da escola”: Fred Oliveira, Paulinho Morandin, Waltinho Tatoni, etc….
Estudamos no Benjamin Bastos, no Alexandre Fleming e na Escola Comercial D. Pedro II.
Por conta do amor à família e à cidade, iniciamos as pesquisas e passamos a colaborar com a Gazeta de Vargem Grande, uma parceria prestes a completar 27 anos.
Aos 19 anos, mudamos para a Capital, para cursar economia e ciências contábeis na excelente faculdade de Economia São Luis, onde firmamos grandes e duradouras amizades, e mais tarde Direito na FMU.
No campo profissional, em 1973, iniciamos a carreira na Organização Andrade, do senhor Andrade Dias – “Tião Capitão”, com Donizete Cachola, Zeca Geremias e outros, que foi o diferencial para conseguirmos emprego na multinacional alemã Máquinas de Escritório Olympia do Brasil, muita correta no cumprimento de suas obrigações tributárias, como Auxiliar de Livros fiscais.
Após, ingressamos no Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais, sob a supervisão do Contador Cláudio Moreno, onde aprendemos que independente do cargo, o profissional deve lutar pela liberdade e responsabilidade de questionar as áreas, inclusive técnicas, para registrar corretamente as operações contábeis
Fomos muitos felizes lá, mas o sonho dos jovens nos anos “1970” era ingressar na carreira de Auditor, de forma que trabalhamos na Heublein do Brasil, multinacional de bebidas líder de mercado, uma grande escola com muitas “feras”, inclusive o melhor auditor: Nelson Prado.
Adiante, atuamos na Sherwin Williams, empresa multinacional de tintas, onde tivemos excelente ascensão profissional e aprendemos que o profissional precisa ser o mais completo possível e auxiliar na solução dos problemas operacionais e planejamento, independentemente da área, o que começou a despertar o interesse pelo Direito.
Por nomeação do Desembargador Antônio Celso Aguilar Cortez, em1986, empreendemos na profícua carreira de “Perito Judicial – Contador”, a verdadeira integração do Direito com a Contabilidade, de forma “tomamos coragem” e prestamos vestibular para o curso de Direito.
Em busca de segurança trabalhista, nos inscrevemos em concurso para Contador do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e logramos aprovação em 1992, onde ficamos até 2008.
Em paralelo, pelo amor ao Direito, atuamos semanalmente como “Conciliador” no Juizado de Pequenas Causas de Santana, sob a “batuta” da Escrivã Diretora Doutora Marli Aparecida Aranha, durante cinco anos, sempre após o expediente e sem remuneração.
Em busca de novos desafios, ingressamos no Colendo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, para atuar na fiscalização de Prefeituras, de Órgãos Municipais e Estaduais, de obras e da aplicação de recursos.
Foi outra grande escola, que nos aproximou da realidade, a cada visita agendada ou de surpresa em escolas, ONGs, hospitais, etc…, pois era o contato com a vida na periferia.
Ainda, nos motivou a cursar Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas, a proferir palestras de orientação aos Administradores Municipais e a redigir monografias técnicas.
Com o risco de perda de direitos, em razão da iminente reforma da legislação da aposentadoria, aposentamos com muita dor no coração, e até hoje bate a vontade de voltar ao ver as reportagens que noticiam os feitos dos colegas.
Já aposentado, em 2012, houve a oportunidade de ingressar na Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, na área de Gestão de Contratos, e aprender novas atividades, onde durante os três anos de permanência aprimoramos novos conhecimentos, inclusive de informática, com a líder Gabriella Freitas de Castro.
Encerrado definitivamente o ciclo de funcionário, agora, iniciamos efetivamente a advocacia, muito embora frequentemos palestras, cursos e participemos de eventos da OAB, desde 2008.
Enfim, chegamos aos 70 e olhamos com orgulho para trás e esperamos continuar a servir ao Direito, à Justiça e a coletar dados históricos de Vargem Grande do Sul por muitos anos.












