A Seleção Brasileira encerrou a primeira semana da Copa do Mundo de 2026 ainda a procura de seu melhor futebol. Na estreia do torneio, disputada no sábado, dia 13, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o Brasil ficou no empate por 1 a 1 com o Marrocos, resultado que deixou a torcida e a comissão técnica insatisfeitas com o desempenho coletivo apresentado.
O time comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti entrou em campo visivelmente nervoso, especialmente no primeiro tempo, e não conseguiu confirmar o favoritismo diante dos africanos. O Marrocos abriu o placar aos 21 minutos, com Ismael Saibari, após dominar as ações iniciais. Onze minutos depois, Vinícius Júnior respondeu com um belo gol, restabelecendo a igualdade. No segundo tempo, a partida perdeu intensidade e o placar permaneceu inalterado.
O próprio Ancelotti reconheceu as dificuldades. “A equipe estava ansiosa, teve perda de bola e pouco equilíbrio em campo. A segunda parte foi muito melhor. Temos que melhorar nesse aspecto. Não podemos perder a confiança”, avaliou o treinador em entrevista coletiva após o jogo.
O cenário do Brasil no Grupo C ganhou contornos de maior atenção quando colocado ao lado do desempenho das outras seleções apontadas como favoritas ao título. A Espanha, campeã europeia e candidata ao título, surpreendeu negativamente ao empatar em 0 a 0 com Cabo Verde, sendo parada por uma atuação histórica do goleiro Vozinha. Já França e Argentina confirmaram o favoritismo. Os franceses derrotaram o Senegal por 3 a 1, com dois gols de Mbappé, enquanto os argentinos foram avassaladores. Messi fez um hat-trick na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, igualando o recorde histórico de gols em Copas do Mundo do alemão Miroslav Klose, com 16 gols no total.
O contraste entre as atuações das seleções favoritas mostra que o Brasil precisa mostrar jogo nas próximas rodadas. Quando esta edição da Gazeta de Vargem Grande foi encerrada, na tarde de sexta-feira, dia 19, o Brasil ainda não havia entrado em campo na segunda rodada, na qual a seleção enfrentou o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O resultado da partida da sexta-feira define o quanto o terceiro jogo do grupo, contra a Escócia, será decisivo para a classificação para a próxima fase.
A seleção caribenha surpreendeu na estreia. Mesmo derrotada pela Escócia por 1 a 0, o Haiti terminou o confronto com mais finalizações e maior posse de bola, demonstrando que pode ser adversário mais competitivo do que parece. Uma eventual derrota ou empate do Brasil contra os haitianos coloca o confronto contra os escoceses como praticamente obrigatório para a classificação. Brasil e Escócia se enfrentam na quarta-feira, dia 24, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami.
Fotos: Reportagem
Vargem torce com confiança pelo Brasil
Às vésperas da partida entre Brasil e Escócia, torcedores da cidade demonstraram otimismo e já fizeram suas apostas para o resultado do confronto. Apesar de opiniões diferentes sobre o placar, todos mostram esperança de ver a Seleção Brasileira sair de campo com a vitória.
Aos 64 anos, Luís Battio admite que anda um pouco desanimado com o futebol, mas não deixa de apoiar a equipe brasileira. Para ele, o Brasil precisa vencer com autoridade. “Eu acho que o Brasil tem que ganhar da Escócia por pelo menos 2 a 0. O Brasil precisa passar pela Escócia, porque se não passar fica muito feio, né?”, comentou. Luís também revelou que, caso não esteja trabalhando no horário da partida, pretende assistir ao jogo em casa ao lado da família.
Já Carlos Pavani, de 42 anos, demonstra confiança em um resultado positivo, embora mais apertado. “Brasil ganha sim, ganha de 1 a 0”, afirmou. Carlos acredita que a partida será equilibrada e bonita de assistir, e também planeja acompanhar cada minuto do jogo com a família.
A paixão pelo futebol também está presente na vida de Rita de Cássia Mazzarini, de 68 anos. Mesmo reconhecendo os desafios da seleção, ela mantém a esperança em uma boa atuação. “Amo futebol, e mesmo com medo de não conseguir, eu não posso deixar de ter fé que o Brasil vai superar as dificuldades e vai ganhar o jogo. Espero que seja ao menos 1 a 0 para a gente”, declarou. Rita garante que acompanhará a partida com a família e não pretende perder nenhum jogo da Seleção.
Entre os entrevistados, a mais otimista é Edinéia de Miranda Araújo, de 43 anos. Convicta, ela aposta em uma vitória tranquila do Brasil. “Vai ser 3 a 0. O Brasil vence fácil a Escócia”, disse. Animada para os próximos compromissos da equipe, Edinéia afirma que, se os jogos acontecerem à noite, estará vestida de verde e amarelo ao lado da família, torcendo pela Seleção Brasileira.
















