Sofá e privada foram jogados em terreno no Jardim Fortaleza

No começo da semana, um sofá, vaso sanitário, entulho estavam acumulados pelo local

Cansados da falta de educação de pessoas que insistem em jogar entulho, lixo e até móveis em um terreno no Jardim Fortaleza, moradores vizinhos à área procuraram a Gazeta de Vargem Grande para pedir providências. Eles relatam que já entraram em contato com a prefeitura diversas vezes pedindo uma solução definitiva para o caso, já pediram apoio a vereadores, mas até o momento, a situação permanece. Nesta semana, o problema atingiu um nível inusitado. Na última segunda-feira, dia 13, além do entulho e do lixo, foram dispensados no terreno localizado na altura do número 190 da rua Jorge A. Costa, um sofá e um vaso sanitário.
Na tarde da sexta-feira, dia 17, a reportagem voltou a perguntar aos moradores sobre a situação do terreno. Uma das vizinhas informou que o sofá foi retirado do local, mas não soube precisar se a remoção partiu de catadores ou de outra pessoa. O vaso sanitário, no entanto, continua no mesmo ponto, e o restante do entulho e da sujeira segue acumulado sobre a área.
Segundo a moradora, sacos de lixo deixados por vizinhos sem os devidos cuidados se acumulam sobre a guia, onde o mato alto impede o escoamento da água da chuva. Ela relata que a situação se agrava também com a água usada por moradores vizinhos para lavar quintais, que escorre até a guia e permanece parada por falta de limpeza do terreno.

Muito lixo estava jogado em terreno. Fotos: Arquivo Pessoal

Foi relatado ainda à reportagem que houve contato com um dos proprietários da área, mas a situação não foi resolvida. Consultada pelos moradores, a Prefeitura tempos atrás informou que o terreno consta como área rural, o que impediria a exigência legal de muro e calçada, apesar de o espaço estar cercado por casas em todos os lados, muitas delas novas e outras ainda em construção. A moradora afirma ainda ter procurado um vereador da cidade para tentar uma solução, mas não obteve retorno concreto até o momento.
O problema não se limita ao terreno baldio. Segundo a moradora, uma casa vizinha, cujos fundos dão para a mesma lateral, também contribui para o acúmulo de sujeira, já que algumas árvores de grande porte derrubam folhas que não são recolhidas e acabam bloqueando o escoamento da água. Ela relata que agentes de combate à dengue chegam a visitar o interior das casas da região, mas informam não ter autorização para atuar nas áreas externas, mesmo com a presença de água parada a poucos metros das residências.
A reportagem da Gazeta de Vargem Grande procurou a Prefeitura para saber se o poder público tem conhecimento da situação e quais providências pretende adotar em relação ao terreno. Ao jornal, foi informado que uma equipe do Departamento de Serviços Urbanos e Rurais (Dsur) iria até o endereço para averiguar a situação e analisar medidas a serem adotadas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui