
Lula lidera para presidente e Tarcísio para o governo de São Paulo
Com a chegada de agosto, o processo eleitoral de 2026 entra em sua fase mais intensa. Faltando pouco mais de dois meses para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, partidos políticos, candidatos e a Justiça Eleitoral passam a cumprir uma série de etapas previstas no calendário oficial que darão início, de forma efetiva, à disputa pelas urnas.
A primeira delas é a realização das convenções partidárias, período em que partidos e federações escolhem oficialmente seus candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Além da definição dos nomes que disputarão as eleições, as convenções também formalizam coligações e estratégias políticas para a campanha.
Encerradas as convenções, os partidos terão até 15 de agosto para protocolar os pedidos de registro de candidatura na Justiça Eleitoral. Somente após essa etapa as candidaturas serão consideradas oficiais e aptas a participar da campanha eleitoral.
A campanha começa oficialmente em 16 de agosto. A partir dessa data será permitido pedir votos de forma explícita, realizar caminhadas, carreatas, reuniões públicas, distribuir material de campanha e intensificar a propaganda eleitoral, inclusive nas redes sociais, sempre dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
Na disputa pela Presidência da República, a expectativa é de uma campanha polarizada, tendo como principais nomes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmado pelo Partido Liberal como candidato. Outros nomes também participam da corrida presidencial, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), entre outros que ainda dependem da oficialização de suas candidaturas.
Em São Paulo, a eleição para o Governo do Estado promete ser uma das mais disputadas do país. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscará a reeleição e deverá enfrentar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), tendo como vice em sua chapa o ex-governador Márcio França (PSB). A disputa tende a reproduzir no Estado a polarização observada na eleição presidencial.
A corrida ao Senado também desperta grande expectativa, já que os eleitores paulistas escolherão dois senadores. Pela chapa liderada por Haddad, as candidatas são Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), ambas ex-ministras e figuras de projeção nacional. No campo de apoio ao governador Tarcísio de Freitas, despontam como principais candidatos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Também figuram entre os nomes citados nas articulações e pesquisas Ricardo Salles (Novo) e Ricardo Mello Araújo (PL), refletindo um cenário.











