Vargem Grande Do Bairro da Porteira ao Distrito de Paz

A imagem da Sant’Ana de brincos foi doada à igreja em 1891 por D. Maria Cândida Godoy Parreira, mãe do intendente Júlio Parreira

Neste povoado, no alto da colina havia apenas um cruzeiro. Ali se encontrava o caminho que ia para São Sebastião da Grama, pela Estrada da Mata, continuação da estrada que vinha de Casa Branca, a atual Rua do Comércio, além do caminho que ia para São João da Boa Vista e que o levava para a Vila Polar e Itobi, onde havia algumas fazendas.
Para a construção da capela que o Cel. Mariano Parreira obteve a licença, foi formada uma comissão composta por Ildefonso Garcia Leal, José Gregório de Carvalho, Francisco José da Costa, João Batista Figueiredo e outros.
A pequena capela era bastante simples, voltada para o lado da atual Igreja Matriz de Sant’Ana, medindo 6,60 metros por 4,40 metros. Ela foi o núcleo em torno do qual começaram a se reunir os moradores que deram origem à povoação.
Em 1876, na Câmara de São João, o Coronel Francisco Mariano Parreira apresentou a planta da divisão da fazenda em que figurava o quinhão do terreno demarcado para nele ser erguida a capela dedicada à Sant’Ana. Considerado um dos fundadores de Vargem Grande do Sul, ele também apresentou requerimento para que a planta e petição fossem arquivadas como documentos.

Diversos nomes
Desde a fundação até os dias de hoje, a localidade foi conhecida por Bairro da Porteira, Sant’Ana do Rio Verde, Sant’Ana de Vargem Grande e Vargem Grande. Na década de 1940, o governo federal cogitou mudar o nome da cidade para Guaraú, mas enfrentou forte resistência da população local, que expressava sua indignação nas páginas do jornal “A Imprensa”, dirigida por Walter Tatoni. Em 1944, definitivamente, o município passou a ser denominado Vargem Grande do Sul.

Foto: Arquivo Gazeta

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui