Seja na véspera ou no dia de Natal, uma das tradições das festas natalinas é a troca de presentes entre familiares e amigos. Porém, ao embarcar neste espírito natalino, muitas pessoas acabam, sem querer, comprometendo o financeiro no início do próximo ano.
O docente da área de gestão e negócios do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de São João da Boa Vista (SP), Willian Thomas Borges Silva, de 32 anos, é contador e explicou que, historicamente, o 13º salário é conhecido como gratificação natalina. “Assim, aconselho sempre usar parte dessa remuneração para esse período especial do ano”, disse.
Willian comentou onde e de que maneira acha vantajoso o trabalhador gastar esse dinheiro, incluindo até, uma economia para o ano seguinte. “Separe parte do 13º salário para as contas do próximo ano, algo em torno de 40% ou a 2ª parcela do 13º salário total, lembrando que a 2ª parcela do 13º é sempre menor que a primeira, pois haverá descontos”, falou.
“Portanto, use a 1ª parcela, que deve ter sido paga até 30 de novembro para fazer planos de compra de presentes de Natal, pois você consegue fazer o planejamento com tempo e sem exceder seus limites”, completou.
O contador avaliou que, comprar em lojas da cidade é sempre vantajoso. “Pois você confere o melhor produto e qualidade e no caso de trocas é bem simples, basta ir à loja, além de estar contribuindo para o desenvolvimento comercial da cidade”, disse. Com relação às compras pela Internet, ele lembrou que há vantagens, porém pode haver dificuldades quanto a prazo de entrega e troca.
Para que os trabalhadores presenteiem sem estourar o orçamento, Willian comentou que a dica mais importante é saber o quanto se pode gastar. “A melhor opção é não parcelar as compras de Natal, pois aquele dinheiro que você guardou para auxiliar nas contas do próximo ano, vai acabar indo para pagar as contas parceladas, prejudicando seu orçamento do próximo ano”, pontuou.
Segundo o docente, a melhor forma de administrar gastos com presentes nas festas de final de ano sem prejudicar as finanças do início do ano, como matrícula escolar e IPTU, por exemplo, é controlando-os. “Com isso, faça uma planilha no computador, use folhas de caderno ou aplicativo de celulares para conseguir visualizar seus gastos essenciais e seus gastos extras”, disse.
“Os essenciais são gastos que não podem deixar de serem quitados, os extras você pode definir por prioridades, com isso podemos destinar o investimento (dinheiro) nas prioridades altas e as prioridades baixas podem ser revistas ou até mesmo excluídas”, finalizou.















