Mais de 50 crianças serão atendidas em novo projeto da Educação municipal

Projeto foi apresentado em reunião com o prefeito Amarildo e equipe da Educação. Fotos: Prefeitura

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Rede Municipal de Educação teve início na quarta-feira, dia 23, quando foi implantado. O projeto visa a capacitação dos professores de educação especial concursados, que passarão a atender os alunos da rede municipal diagnosticados com alguma deficiência ou transtornos de aprendizagem.
Em sua página da rede social Facebook, o prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) relatou que está muito feliz com a inciativa, por ser um grande avanço na Educação Municipal: “Atender alunos em suas especificidades com qualidade, atenção e respeito que eles merecem”, ressaltou.
A diretora do Departamento de Educação, Renata Taú, informou que sete professores passarão pela capacitação e se tornarão especialistas em Educação Especial. Ela contou como será o trabalho. “Os professores irão trabalhar nas escolas municipais em salas específicas para a estruturação dos atendimentos. Os estudantes serão atendidos no contra turno escolar, tendo no mínimo dois atendimentos consecutivos por semana”, disse.
“O professor do Atendimento Educacional Especializado será o gestor e o planejador de todos os processos necessários para ampliar ao educando, as possibilidades de acesso ao currículo, incluindo os processos e as intervenções que ocorram na sala multifuncional, na sala de aula ou em qualquer outro espaço da escola”, completou.
Para ela, na perspectiva da educação inclusiva, o AEE passará a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de estudantes, sendo educandos com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Também serão atendidos educandos com transtornos globais do desenvolvimento, incluídos aqueles com Transtorno do Espectro Autista e educandos com altas habilidades ou superdotação que apresentem desenvolvimento ou potencial elevado em qualquer área de domínio, isolada ou combinada, criatividade e envolvimento com as atividades escolares.
Conforme o informado, serão atendidos inicialmente uma média de 52 crianças e 30 estão em processo de avaliação com profissionais da área da saúde. Neste primeiro momento, a equipe escolar estará recebendo as famílias e, em seguida, será realizada uma avaliação com os estudantes para iniciar o processo da construção do Plano de Desenvolvimento Educacional Individualizado (PDEI).
Como explicou, o PDEI é um instrumento de planejamento e organização das ações, portanto aponta para o futuro. “Entretanto, sua utilização regular faz dele um instrumento de avaliação e monitoramento do processo de desenvolvimento do estudante e da efetividade das ações no âmbito individual e institucional. O PDEI constitui-se, ainda, um instrumento de autoavaliação ou de avaliação reflexiva, visto que os próprios agentes (estudante, família, professores e demais profissionais envolvidos) dispõem dos dados no início do processo e dos alvos de curto e médio, longo prazo, podendo, com regularidade, considerar os avanços no cumprimento das metas estabelecidas”, informou.
Renata ressaltou a importância de ter esses professores no processo de inclusão das crianças que serão atendidas. “Eles serão responsáveis em contribuir na construção de recursos e estratégias para promover um sistema educacional equitativo, inclusivo, sem a prática de qualquer forma de discriminação ou preconceito”, disse.
“O serviço de Atendimento Educacional Especializado irá promover a acessibilidade ao currículo, considerando as singularidades e especificidades dos educandos da educação especial”, completou.

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