Vargem ainda não tem caso suspeito da varíola dos macacos

O Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz pediu o registro de dois kits de diagnóstico molecular do vírus Monkeypox à Anvisa. Foto: Itamar Crispiom/Fiocruz

São João tem caso suspeito em análise

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a varíola dos macacos, também chamada de varíola símia, como emergência de saúde pública de interesse internacional, no final de julho. Conhecida internacionalmente como monkeypox, a doença, que é endêmica em regiões da África, já atingiu mais de 20 mil pessoas neste ano.
No Brasil, segundo o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, dia 4, 1.721 casos de varíola símia foram registrados no país, que ainda soma 991 suspeitos.
A Gazeta de Vargem Grande procurou a Prefeitura Municipal para saber se já houve alguma notificação de suspeita desta varíola na cidade e como a prefeitura foi orientada a seguir em casos de suspeita. Segundo o informado, o município de Vargem Grande do Sul não possui nenhuma notificação.
De acordo com a prefeitura, os kits de coleta de amostras para análise do vírus assim como as normas técnicas já foram entregues pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) 14.
Seguindo as determinações e orientações, o paciente suspeito passa pelo médico, é realizada a notificação e a coleta do material e enviado até o Instituto Adolfo Lutz, referência no Estado para análise. O suspeito entra em quarentena, e em casos graves é encaminhado ao hospital.

Região
Até a quinta-feira, dia 4, segundo o divulgado pelo Ministério da Saúde, não há casos confirmados e nem suspeitos nos municípios vizinhos. Conforme o informado, as cidades mais próximas que registram casos deste tipo de varíola são Poços de Caldas, há 50 km de distância, Campinas, há 141 km, e Jundiaí, há 181 km da cidade.
No entanto, na sexta-feira, dia 5, o Departamento Municipal de Saúde de São João da Boa Vista informou que um caso suspeito foi registrado na cidade. Segundos as últimas informações publicadas pela página de notícias São João News, o paciente está isolado e recebendo todo tratamento necessário. Até a segunda-feira, dia 8, ainda não havia sido feita a confirmação da doença.
Ao jornal, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde informou que há 1.404 casos no Estado de São Paulo, sendo que homens são 97% dos acometidos. Ressaltou ainda que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. De acordo com o relatado, o vírus da Monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual.
A monkeypox é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada em 1980 com o auxílio da vacinação. O quadro endêmico no continente africano se deve a duas cepas distintas. Uma delas, considerada mais perigosa por ter uma taxa de letalidade de até 10%, está presente na região da Bacia do Congo. A outra, com uma taxa de letalidade de 1% a 3%, encontra-se na África Ocidental e é a que deu origem ao surto atual.

Prevenção
A Secretaria de Estado da Saúde pontuou como se prevenir contra a varíola dos macacos. Para isso, é necessário evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele, evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença, higienizar as mãos com água e sabão e uso de álcool gel, não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais e uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.
Conforme comentou, o principal sintoma da doença é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas, que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus. Entre os sintomas, há ainda a aparição de caroço no pescoço, axila e virilha, febre, dor de cabeça, calafrios, cansaço e dores musculares.

Primeira morte
No dia 29 de julho, o Ministério da Saúde confirmou a primeira morte pela doença no país. A vítima é um homem de 41 anos que já tratava outras doenças, incluindo um câncer, o que ocasionou o agravamento do seu quadro de saúde.
Conforme o Ministério, o homem estava hospitalizado em um hospital público de Belo Horizonte (MG), onde sofreu um choque séptico, agravado pela varíola dos macacos.

Caso em Poços de Caldas
Na segunda-feira, dia 1º, um paciente de Poços de Caldas (MG) com histórico de viagem foi confirmado com a doença, após apresentar sintomas característicos. O exame foi coletado pela equipe da Secretaria de Saúde e enviado à Fundação Ezequiel Dias (Funed), que confirmou o caso.
De acordo com informações da Prefeitura de Poços de Caldas, o paciente segue em bom estado geral, está recebendo assistência médica e permanece em isolamento domiciliar, com medicação sintomática. A Vigilância Epidemiológica segue acompanhando o caso de acordo com os protocolos vigentes pelo Ministério da Saúde.
Outros dois casos estão em investigação na cidade. Os exames foram coletados, enviados à Funed e aguardam o resultado. Um paciente tem histórico de viagem e outro segue sendo investigado para saber qual foi a forma de contágio.

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