O professor de Educação Física Vinícius Andrey Ronqui da Silva, completou o seu Álbum da Copa de 2022 em sete dias. Ele começou a coleção no dia 20 de agosto e terminou no último sábado, dia 27, às 13h30, que foi quando conseguiu a última figurinha.
Vinícius é professor na Escola D. Pedro II, no Tênis Clube e no Studio Maíra Melchiori. À Gazeta de Vargem Grande, ele contou que começou a colecionar álbuns da copa em 2014, quando o campeonato mundial de futebol foi sediado no Brasil, sendo este o seu 3º álbum completo.
Ele comprou o álbum de capa cartonada – existe uma versão em capa dura – e contou quais são as figurinhas mais especiais em sua opinião. “Os mais especiais pra mim são os brasões de cada Seleção, um mais bonito que o outro”, disse.
Vinícius ficou com algumas figurinhas extras, que não são coladas nos álbuns. Ele contou que, mesmo que tenha completado o seu álbum, irá continuar organizando as trocas de figurinhas em alguns pontos específicos da cidade para ajudar quem ainda não completou.
Para gastar menos e completar o álbum rapidamente, Vinícius adotou uma estratégia interessante. “Os pacotes que comprei foram no máximo 20, eu comprei as figurinhas individualmente para evitar gastos maiores e comprar as que realmente eu precisava, paguei individualmente R$ 0,80 em cada unidade”, relatou.
“A estratégia que usei foi comprar as figurinhas sortidas das pessoas que já tinham adquirido e tinham repetidas, pois aí eu iria conseguir ver as que realmente eu precisava e compraria só o necessário”, completou.
O professor contou que existe um evento fixo para troca de figurinhas no Tênis Clube, à Rua Cel. Mariano Parreira, 388, no Centro, todos os sábados, das 9h às 12h. O evento conta com entrada liberada para sócios e não sócios. Há também muitos grupos de WhatsApp com integrantes trocando mensagens sobre os cromos que precisam e negociando os repetidos.

A importância
Ele contou que em época de Copa do Mundo, o período que mais espera com ansiedade são os meses de julho e agosto, pois acontece o lançamento do álbum de figurinhas. “E para colecionar não existe idade, todos são inclusos, desde os mais novos até os mais velhos. Trocar figurinhas proporciona a socialização, amizade, honestidade, atenção, conhecimento e também aumenta o giro no comércio local”, disse.
Para ele, é um evento extremamente importante, pois devido a época de pandemia a população ficou muito tempo reclusa em casa e a troca de figurinhas proporciona encontros momentâneos para que toda essa interação humana possa acontecer. “A sensação de completar o álbum de figurinhas é emocionante, a sensação de dever cumprido, onde conseguimos atingir o nosso maior objetivo e também adquirir conhecimento e momentos únicos com tudo isso”, comentou.
Vinícius contou que espera conseguir manter essa tradição e também passar esse costume para o seu filho. “Fazer com que ele seja influenciado pela magia do álbum de figurinhas e também trabalhar os aspectos sociais e emocionais com ele”, finalizou.

A nova geração
A criançada também não quer ficar de fora e se diverte completando o álbum. Os irmãos, Gabriel Gomes Del Santo, de 9 anos, Helena Gomes Del Santo, de 7 anos, e José Osvaldo Gomes Del Santo, de 6 anos, estão na missão de completar os seus.
A mãe, Gislaine Gomes, contou que esta é a primeira Copa do Mundo que o trio entra na brincadeira. Cada garoto tem um álbum e a irmã os ajuda nas marcações e até mesmo colando as figurinhas, sendo uma experiência que inclui os três irmãos.
Gabriel, que tem o álbum mais completo, possui duas figurinhas “legends” – que não fazem parte do álbum, mas são itens de colecionadores – e está na luta para encontrar a legends de prata do Neymar. Já para o José Osvaldo, a figurinha mais cobiçada é a do Cristiano Ronaldo.
A montagem teve início no dia 27 de agosto, quando as crianças ganharam os dois álbuns e figurinhas da madrinha do Gabriel, Laís B. Gomes. A mãe contou ao jornal que quando as crianças trocam e/ou compram figurinha, é uma festa e só fecham o álbum quando já colaram todas as figurinhas obtidas.
De acordo com Gislaine, Gabriel entende mais, disputa mais e já consegue ir em locais de trocas sozinho. Para completar o álbum, faltam aproximadamente 107 figurinhas para serem coladas.
Por outro lado, José Osvaldo ainda necessita de uma ajuda maior, mas não quer ficar de fora. “Gabriel está focado em terminar o álbum e ajudar o irmão na missão. Estamos nos esforçando para isso, frequentamos encontros de trocas, como no Tênis Clube e Oxigêniu’s, onde nota-se a presença em peso de pais e adultos. Realmente é viciante”, comentou.

O álbum
A confecção das embalagens do Álbum da Copa do Mundo de 2022 teve início no dia 27 de junho. Segundo a Editora Panini, 9 milhões de pacotes são produzidos por dia, de segunda a sexta-feira.
Até o dia 28 de agosto, de acordo com a Folha de S. Paulo, já foram feitos cerca de 400 milhões de pacotinhos, com ao menos cinco figurinhas em cada um. A editora não divulgou quantos são comercializados no Brasil, onde custam R$ 4,00 cada pacote. No país, o álbum impresso em papel-cartão sai por R$ 12,00.
Na linha de produção, uma máquina é responsável por separar as figurinhas de forma aleatória. Conforme o informado pela Panini, se uma pessoa quer tirar o Neymar, ele é um em 650 figurinhas.
Para o álbum do Qatar, a Panini encontrou uma forma de criar figurinhas que, de fato, são raras. Ao todo, são 80 cromos extras, sendo 20 jogadores representados e cada um com quatro versões: a comum, a bronze, a prata e a ouro, que indicam a raridade de cada figurinha.
Contudo, essas figurinhas são extras e não há espaço para colá-las no álbum, por isso, ninguém precisa delas para completar a colagem. As figurinhas são extras também no pacotinho, onde chegam como a sexta do pacote, que geralmente contém cinco.
A Panini trata essas cartas como itens de colecionador. A inclusão dessas figurinhas, porém, criou uma corrida pelos pacotes e inflacionou o preço de figurinhas de alguns atletas. Na internet, é possível encontrar pessoas pedindo R$ 9 mil pela versão dourada do atacante Neymar, uma das mais cobiçadas.












