O interventor do Hospital de Caridade Valmir Costa, nomeado pelo prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) e que desde o dia 1º de janeiro está no comando da entidade, terá o seu mandato prorrogado por mais 60 dias. O tesoureiro José Geraldo Ramazotti, que também foi nomeado, deve continuar no cargo.
À Gazeta de Vargem Grande, a Prefeitura Municipal informou que a administração procederá com a prorrogação por mais 60 dias para intervenção, sendo que nesse período será publicado novamente o edital de convocação da eleição. “Esperamos que alguns munícipes possam aceitar o desafio de assumir a ouvidoria do nosso Hospital de Caridade”, disse.
Ele tinha sido nomeado interventor pelo prazo de 30 dias, sendo uma de suas principais tarefas neste período, montar uma nova Mesa Diretora e também os conselhos Deliberativo e Fiscal do Hospital, que se encontram sem estas diretorias desde que o ex-provedor Jair Gabricho e demais membros da sua diretoria e conselhos, cumpriram seus mandatos que se findaram em 31 de dezembro de 2022 e não mais quiserem continuar dirigindo a entidade.
Ainda este mês, o Hospital publicou no jornal o edital convocando os associados para uma Assembleia Extraordinária que seria realizada no dia 27 de janeiro, onde seriam escolhidas a nova Mesa Administrativa e os conselhos Deliberativo e Fiscal para o biênio 2022/2023, período de 1º de fevereiro de 2023 a 31 de dezembro de 2023.
Só poderiam ser votados para os cargos, os associados cujos nomes constassem das chapas que deveriam ser registradas junto à administração da entidade, até o dia 18 de janeiro. Como ninguém montou chapa até a data prevista, não houve eleição e o interventor Valmir Costa foi obrigado a continuar no cargo que vence agora no início de janeiro, devendo ser o mesmo prorrogado pelo prefeito por mais alguns meses.
A prefeitura ressaltou que o levantamento das informações internas da entidade ainda está sendo realizado. “O interventor nomeado está realizando os levantamentos necessários em relação à situação financeira da entidade, quando esses levantamentos forem concluídos poderemos falar algo mais concreto a esse respeito, no momento não é possível”, comentou.
Conforme o informado pela prefeitura, o Hospital de Caridade está funcionando normalmente e atendendo a população vargengrandense.
Interventor poderá ter poderes para nomear diretoria provisória
As dificuldades para encontrar dirigentes do Hospital são muitas. Segundo seu estatuto, só podem votar e serem votados, quem for associado à entidade, que hoje possui cerca de 80 associados. É desse quadro de associados, que deverão sair os novos diretores da entidade.
Como ninguém se habilitou, o problema volta novamente ao prefeito Amarildo Duzi Moraes, que além de prorrogar o mandato do interventor, vai ter de continuar usando seu prestígio político para montar uma nova Mesa Diretora e demais conselhos para dirigir o Hospital de Caridade.
Embora o problema seja seríssimo, caso de saúde pública e afeta toda a população vargengrandense, e, portanto, é uma responsabilidade de toda a sociedade e das pessoas envolvidas com a entidade, desde o atual interventor, os médicos e funcionários do Hospital, onde todos têm de contribuir para que uma solução seja encontrada, repousa nos ombros do prefeito a atitude maior de procurar a melhor solução para o caso, que passa necessariamente pela eleição de uma nova Mesa Diretora e demais cargos junto aos conselhos.
Enquanto interventor, Valmir Costa tem-se esforçado para que os serviços e atendimentos no Hospital de Caridade continuem sendo oferecidos à população vargengrandense. Juntamente com o administrador da entidade, Francisco de Assis Mazuco Manoel e demais pessoas responsáveis, como corpo clínico e funcionários, apesar da crise que o Hospital vive atualmente por não ter Mesa Diretora, os salários foram pagos, as dívidas dos fornecedores estão sendo quitadas e as reformas tocadas.
Dentre as possibilidades aventadas, segundo apurou o jornal, uma das saídas seria o prefeito no novo decreto a ser assinado, dar poderes para que o interventor Valmir Costa constitua uma nova diretoria provisória, para poder contar com mais pessoas auxiliando-o na administração do Hospital, até que seja feita uma eleição normal.
O caso já aconteceu no passado, quando o Hospital viveu crise semelhante e Amarildo era o prefeito da época. Na ocasião era provedor José Roberto Rotta e como ele não ia poder continuar no cargo, foi constituída uma diretoria provisória para que o Hospital não parasse de dar atendimento.










