Colaboradores do Samu solicitam reajuste salarial e do ticket

Márcio Zanetti, presidente do Conderg, falou sobre os planos. Foto: Reprodução Redes Sociais

Representando os funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o rádio operador Fabiano Aleixo relatou à Gazeta de Vargem Grande as demandas da categoria sobre o reajuste salarial e do Vale Alimentação, além da situação das ambulâncias, que ele denuncia estarem sucateadas e sem a devida manutenção.
Desde 2012, quando teve início o atendimento do Samu, o colaborador pontuou que estão acumulando uma defasagem de 40%, referente a alguns anos quando não foram fornecidos aumentos ou que o reajuste foi cerca de 2%, muito abaixo da inflação registrada do período.
Fabiano explicou que há ambulâncias andando com pneus carecas, óleo vencido e suspensão quebrada, sendo que a manutenção deve ser realizada pelas prefeituras municipais.
O rádio operador informou que em fevereiro esteve em uma reunião em Divinolândia com o atual presidente do Consórcio de Desenvolvimento da Região de Governo de São João da Boa Vista – Hospital Regional de Divinolândia (Conderg), o prefeito de São José do Rio Pardo, Márcio Zanetti. Ele informou que na ocasião o presidente se comprometeu em dar uma resposta o mais rápido possível sobre o aumento do ticket e uma porcentagem maior do reajuste salarial.
Fabiano ressaltou que no final de janeiro houve uma reunião semelhante com os colaboradores do Hospital Regional, que, segundo ele, também possui uma defasagem muito grande. O rádio operador afirmou que em cerca de um mês após a reunião o problema foi resolvido, onde os colaboradores receberam um reajuste de 10% e aumento do ticket em 100%.
Em março, durante reunião com os prefeitos que fazem parte do Consórcio, o assunto não foi levado em pauta, sendo apenas feita a proposta. Fabiano disse que todas as prefeituras aumentaram a cobrança do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), mas que o reajuste ao Samu deve ser estudado.
Atualmente, o ticket é de R$ 160,00. Fabiano comentou que a reivindicação é o aumento salarial em 10%, que é o que foi proposto, e o aumento do ticket já para o mês de abril, pois não dá mais para esperar. “Tudo aumentou e temos que esperar 90 dias para termos aumento”, disse.

Contrapartida
A Gazeta questionou o atual presidente do Conderg, Márcio Zanetti, sobre o que estão estudando para atender a categoria e quais devem ser os próximos passos. Ele informou que na última reunião do conselho de prefeitos realizada no dia 3 de março, em Divinolândia, apresentou para os demais prefeitos uma proposta similar ao que fizeram para os funcionários do Hospital do Conderg, sendo um repasse de 10% e o dobro do vale alimentação.
“O período inflacionário do ano passado que utilizamos como base foi de 5,93% e na proposta nós ofertamos 10% de correção e dobramos o valor do ticket alimentação, que atualmente é de R$ 160,00 e iria para R$ 320,00. Essa proposta foi feita na nossa assembleia do dia 3 e temos agora a deliberação, que é a decisão de seguir ou não nesse caminho, o que será resolvido na reunião do início de abril”, disse.
Os próximos passos, segundo Márcio, é aguardar a reunião de abril. “Porque enquanto presidente do Conderg eu apresentei as contas para os demais prefeitos e para as demais prefeituras participantes do projeto e nós estamos aguardando o que ficou convencionado já na última reunião. Essa decisão vai se dar na reunião nossa agora do mês de abril e, isso sendo acordado, a expectativa é que tenha validade já a partir da competência de abril, a ideia é que ele seja autorizado para implementação imediata”, explicou.
Sobre a situação das ambulâncias, Márcio ressaltou que nada foi entregue de maneira formal pela coordenadoria do Samu, mas que vão discutir todas as condições. “Inclusive eu tenho uma proposta para apresentar para os prefeitos buscando a otimização, mas, por exemplo, em São José do Rio Pardo tem duas bases, a Base Alfa que é o suporte mais avançado e a Base Brava que é o suporte de atendimento básico. A responsabilidade pela manutenção dos veículos é local, eu entendo que se está acontecendo alguma falha e eu verifiquei esse tipo de falha aqui, ela está relacionada a comunicação e a sistematização”, disse.
“Toda vez que São José do Rio Pardo é acionado para prestar manutenção e essa é uma responsabilidade do município que está abrigando o projeto SAMU, a gente o faz. Mas nós vamos discutir na próxima reunião, nós vamos estar pautando porque eu vou levar, inclusive, uma sugestão de alteração desse fluxo”, completou.

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