
Um requerimento do vereador Paulo César da Costa, o Paulinho da Prefeitura (PSB), aprovado pelos demais vereadores na sessão do dia 7 de novembro e enviado ao prefeito Amarildo Duzi Moraes (Sem partido), questionou a utilização do barracão construído no Distrito Industrial José Aparecido da Fonseca (Tota), originalmente para no local ser implantada uma incubadora de empresas e que agora teria se tornado um depósito da prefeitura municipal.
No requerimento, o vereador pede informações de quem partiu a ordem para que o prédio da incubadora de empresas se tornasse um depósito, conforme foto publicada no Facebook do vereador Celso Itaroti (PTB). Ele também quer saber de quem é a responsabilidade pela manutenção dentro e fora do prédio, uma vez que segundo o vereador quando de visita ao local, notou que o mato tinha tomado conta da área.
Pede informações se foi realizada reunião com os membros da Comissão de Desenvolvimento Industrial (CDI), para que o prédio da incubadora passasse a ser depósito e em caso positivo, que fosse enviada uma cópia da ata da reunião que consta essa autorização.
Explica Paulinho que a construção do prédio da incubadora de empresas só foi possível através de uma emenda do ex-deputado federal dr. Ubiali (PSB), que atendeu a seu pedido no ano de 2011, juntamente com a assinatura no ofício do presidente do PSB local Zé da Kibon.
A verba foi oriunda junto ao Ministério do Comércio Exterior e o valor repassado foi no montante de R$ 200.000,00, sendo construído na gestão do ex-prefeito Celso Itaroti. Também questiona o vereador o motivo de não haver divulgação que no Município tem a incubadora de empresas para que as pequenas e microempresas possam iniciar os seus empreendimentos.

Localização do prédio dificulta instalação de incubadora
O jornal Gazeta de Vargem Grande enviou várias perguntas à prefeitura municipal para saber sobre a atual situação do prédio construído junto ao distrito industrial, que foi inaugurado no final da gestão do ex-prefeito Itaroti e leva o nome do ex-vereador Nívio Patarro Pereira, mas até o fechamento da presente edição a prefeitura não enviou as respostas.
Construído com a finalidade de ser uma incubadora de empresa, mesmo na administração de Itaroti, a então diretora de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho na época não conseguiu implantar no prédio uma incubadora ou algo semelhante, apesar das muitas tentativas feitas na ocasião.
Quando o prefeito Amarildo assumiu no lugar de Itaroti, a pendência com o Ministério do Comércio Exterior continuava, pois este exigia uma solução para que o prédio entrasse em funcionamento e cumprisse com a finalidade para o qual foi construído, caso contrário, o município teria de devolver a verba conquistada.
O diretor que assumiu na época fez todo um trabalho para atrair empreendedores para se instalarem no barracão, com ampla divulgação na cidade, mas muitas dificuldades impediam a instalação das pequenas empresas. Não havia rede de telefonia no distrito, ligação de internet, a distância do local para atender os pequenos empreendedores e outros obstáculos, dificultavam a instalação da incubadora.
Depois de muito trabalho, conseguiu-se que uma pequena empresa se instalasse no local, atendendo as exigências do Ministério do Comércio Exterior e ela atuou até vencer o prazo que constava no contrato. Desde então, o prédio não abrigou mais nenhuma empresa.
Mas, segundo apurou o jornal, o convênio com o governo federal teria terminado em 2017 após os cumprimentos das exigências legais e o prédio passou a ser patrimônio municipal, e, segundo as últimas informações, abrigando arquivos e outros materiais da prefeitura municipal.
Dentre as perguntas enviadas pelo jornal ao prefeito Amarildo, a Gazeta de Vargem Grande questiona se existe algum projeto para desenvolver no local uma incubadora de empresa ou ceder o prédio para abrigar uma empresa privada. Também perguntou o que a prefeitura pretende fazer com o terreno onde está localizada a incubadora de empresas, se o mesmo é passível de doação para alguma empresa se instalar nele.












