Ligia de Paiva Ligabue
Minhas avós me ensinaram, entre muitas outras coisas, a rezar antes de dormir. Então, desde pequena eu tenho esse ritual de fazer uma oração, que pode ser um pai nosso, uma ave Maria, e depois eu meio que converso com Deus.
Eu não me lembro muito bem o conteúdo dessas conversas quando eu era criança, mas me lembro de já ter rezado pedindo nota na escola, por exemplo. Coisa que para a Lígia do começo da década de 1990, parecia algo muito importante, a ponto de se pedir pra Deus.
Com o passar dos anos, passei a usar esses momentos para agradecer. Dizia o quão grata era pela minha família, pela saúde dos que eu amava, por estarmos juntos, pelas oportunidades que tive.
Mas ao me tornar mãe, me vi novamente pedindo coisas a Deus. Pedia, e ainda peço, para meu filho crescer com saúde, se tornar uma pessoa boa e feliz.
Só que a maternidade me fez compreender que eu não queria pedir isso apenas para meu filho. Em minhas orações e em minhas conversas com Deus, passei a pedir pela saúde, felicidade e segurança de todas as crianças do mundo.
Crianças não deveriam ficar doentes, passar fome, serem vítimas de violência, serem expostas às consequências das atitudes de adultos.
Claro que o mundo não corre assim. Seria por vontade divina, ciclo da vida, evolução de espírito ou a frieza do acaso? Quem teria a resposta?
E chegamos ao Natal, que é uma época tão bonita e que nos faz tentar sermos nossa melhor versão. Mas nos aproximamos de um Natal em que o mundo enfrenta duas guerras, sendo que em uma delas, tristemente, metade das vítimas é formada por crianças.
Então, neste Natal, minhas orações vão para essas crianças, que vivem nas zonas de guerra e também aos meninos e meninas do Brasil que vivem em áreas de violência e insegurança. Que Deus ampare seus corações, que lhes traga paz e que o futuro lhes seja bom.
Seria esse meu pedido de Natal.
















