
O prefeito Amarildo Duzi Moraes (Sem Partido) concedeu uma entrevista à Gazeta de Vargem Grande na última quarta-feira, dia 10, quando recebeu a editora da Gazeta de Vargem Grande, Fernanda Gonçalves, em seu gabinete. Na ocasião, Amarildo fez um balanço sobre 2023, falou da expectativa e planos para 2024 e também sobre obras importantes para a cidade.
Para ele, o principal desafio enfrentado em 2023 foi financeiro. “Ano passado foi um ano muito difícil em relação a arrecadação, devido a queda brusca da arrecadação de ICMS, a arrecadação do município caiu. Por incrível que pareça, em 2023 se arrecadou menos que em 2022, deu quase 5 milhões a menos de ICMS. A economia cresceu no setor primário e terciário, a agricultura e a prestação de serviço, o centro, que seria o setor secundário, na parte da indústria, caiu”, disse.
“Isso aconteceu também em função dos combustíveis, no ano de 2022 teve aquela redução no ICMS para reduzir o combustível e o ICMS é uma fonte de arrecadação dos municípios, por isso a queda foi tão grande. Então o primeiro desafio foi fechar o ano com relativo equilíbrio, sem alterar os investimentos que estavam sendo feitos, principalmente na saúde. Apesar da arrecadação em 2023 ter sido menor, investimos mais na saúde que em 2022”, comentou.
Entre as principais realizações e conquistas que trouxeram benefícios para a população no último ano, Amarildo citou a entrega da Escola Flávio Iared, o início da nova represa, do lago, a troca da tubulação antiga da Vila Santana, que há 50 anos já se falava que precisava ser trocada e a inauguração da creche.
Para o prefeito, o relacionamento na Câmara Municipal junto aos vereadores e ao presidente da Casa de Leis no ano de 2023, Guilherme Nicolau (MDB), foi excelente. Ele pontuou que não possui problema de relacionamento com nenhum vereador e que acha preciso respeitar a função do vereador de fiscalizar o Chefe do Executivo, buscar recursos, elaborar e aprovar as leis. “Fiscalizar é importante até no sentido de alertar o Chefe do Executivo, o que não pode é se fazer politicagem. Mas você percebe claramente que a população já está vacinada e consegue separar quem faz política e quem faz politicagem, aquele que trabalha para a população e aquele que trabalha para si próprio”, ressaltou.
“O que se tem, às vezes, é um ponto de vista diferente, mas é uma troca, queremos ouvir os vereadores e explicar nosso lado, é fundamental para que possamos avançar. Muitas vezes o vereador propõe alguma coisa e é muito bom, pois queremos o melhor pra nossa cidade. Só tenho a agradecer”, disse.
Ao jornal, Amarildo disse que acredita que, embora seja um ano eleitoral, o relacionamento com os vereadores e com a presidente da Casa de Leis, Danutta de Figueiredo Falcão Rosseto (Republicanos), deve seguir sem problemas. “Por ser um ano eleitoral, algumas pessoas acabam exagerando, então acredito que os pares dela possam acabar criando alguma dificuldade para ela, mas no relacionamento do Chefe do Executivo com a presidente da Câmara não prevejo nenhuma dificuldade. Até porque já estamos no quarto ano de mandato, ela adquiriu uma experiência muito grande. Ela recebe da casa dela uma base muito grande e acredito que até os colegas dela vão dar todo apoio que ela precisa para ela fazer uma boa gestão”, disse.
“Não considero dificuldade quando você encaminha um projeto e precisa dialogar e convencer da importância dele, isso é um processo natural. Nós não temos intenção de encaminhar à Câmara qualquer projeto que prejudique a população, então não estou prevendo nenhuma dificuldade nesse relacionamento, muito pelo contrário, tenho certeza que será ótimo, até pela pessoa que ela é”, afirmou.








