Órgãos públicos realizam campanha contra esmolas

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Desde o início do ano o Departamento de Ação Social em parceria com o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar (PM), Departamento de Saúde, Casa de Passagem, Conselho Tutelar, Conselho dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) e Ministério Público, vem trabalhando a questão da pessoa em situação de rua no município e em julho, dentre as ações desenvolvidas, vem trabalhando a Campanha “Não dê esmolas! Dê Oportunidades!”.
De acordo com a prefeitura, a Campanha visa conscientizar a população sobre sua importância. Foram distribuídos cartazes e panfletos informativos, para orientar a sociedade civil e comerciantes a respeito dos efeitos causados pela doação de esmolas à pessoas em situação de rua, também sobre seus direitos e esclarecimentos dos serviços ofertados pelo Creas, para o resgate da cidadania e propostas de vida mais digna para sair da mendicância.
No caso de crianças, o Conselho Tutelar deve ser imediatamente acionado, sendo que em períodos noturnos ou finais de semana, a Guarda Civil Municipal entrará em contato com o Conselho para o atendimento da criança em situação de mendicância, que está sendo colocada em risco. De acordo com a prefeitura, as queixas referentes a pessoas pedindo pelas ruas, envolvendo também crianças e idosos, estavam frequentes. “É uma questão que envolve direitos de todos e precisa ser bem trabalhada”, disse a diretora de Ação Social, Eva Vilma da Silva Rodrigues.
Inúmeras ações em conjunto com os órgãos públicos foram planejadas e iniciadas a fim de amenizar a situação. Com a PM e a Guarda Civil Municipal, a Casa de Passagem passou a ser monitorada com a triagem das pessoas que ali buscavam pouso, sendo oferecidos os serviços e feitas as orientações e oferecido a passagem para quem deseja seguir viagem. Um projeto intenso com o Creas fazendo a busca ativa a partir de abril começou a ser realizado.
Os moradores foram cadastrados e inscritos no projeto em parceria com o Departamento de Saúde através do CAPS, Casa de Passagem e com o apoio da promotoria. “O projeto, que mais tarde passou a ser denominado Raízes pelos integrantes do grupo, busca entender a vivência de cada um, bem como o caminho que o levou até as ruas e, com isso levá-lo a reinserção familiar onde os vínculos estão rompidos, mas precisam ser recuperados, bem como na sociedade. É um trabalho difícil e envolve várias frentes”, observou Eva.
Em conjunto com a atuação dos órgãos públicos, a Campanha é uma das frentes de trabalho na questão da pessoa em situação de rua, pois conforme informou, o ato de dar esmolas, a princípio, aparenta um gesto de solidariedade e generosidade, quando as pessoas, naturalmente são mais sensíveis a esses apelos. No entanto, deve ser evitado porque colabora para a permanência das pessoas nas ruas e cria a ilusão de que é possível viver através da mendicância. Além de não ajudar, a prática de dar esmolas atrapalha o trabalho das equipes de serviço sociais que buscam a inclusão da população em situação de rua.

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