Ruídos de um primata: como uma suposta assombração foi resgatada pela Guarda Civil

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Sagui na sala de jantar da casa. Foto: Arquivo Pessoal

Duda Oliveira

Barulhos estranhos aconteciam em uma casa localizada no bairro São Joaquim, na rua Joaquim Pereira, da última sexta-feira, dia 16. Os ruídos começaram na parte da manhã, perto do meio dia. Quem os ouvia era a faxineira Zilda, que adentrava a casa e dava início à arrumação.
De acordo com os relatos, Zilda ouvia os barulhos que se assemelhavam a algo que se mexia constantemente, era o som de algo que estava sendo batido em algum lugar da casa. Amedrontada, a faxineira começava a temer pelo pior e se perguntava o que poderia ser aquilo, já que trabalhava naquela casa há anos e tudo sempre foi muito tranquilo.
Zilda ficava cada vez mais assustada, pois o barulho não parava. Poderia aquilo ser um espírito? Poderia aquilo ser uma energia ruim que estava rondando a casa? Pois Zilda pegou a única coragem que ainda restava dentro de si e foi procurar de onde o barulho vinha. Não obteve sucesso. Deixou, então, o medo para escanteio e voltou aos afazeres.
Subiu ao andar de cima, entrou no quarto de Gabriel, de 22 anos, único filho da proprietária da casa. Pegou as roupas que estavam sujas, olhou pelo quarto procurando pelo rapaz, suspeitando de que ele pudesse ter saído do trabalho e ido almoçar, mas ele não estava lá. Procurou por todo o andar e nada. Ela realmente estava sozinha, ou pelo menos, era o que achava.
De repente, um estrondo. O que poderia ser aquilo? Zilda se apressou e desceu as escadas. Chegou ao andar debaixo procurando por qualquer coisa que pudesse emitir tal som, mas nada estava ali. A pobre Zilda ficou completamente amedrontada, o medo passou a ser real, não era nada de sua cabeça, algo estava acontecendo.
A faxineira deixou todos os afazeres de lado e se empenhou somente em encontrar o que estava emitindo o barulho. Então, passou a vasculhar todos os cantos da casa. Ao adentrar a sala de jantar, se deparou com uma bola de pelos preta que pulava de um móvel a uma cadeira. Ela ficou estática e não conseguia acreditar no que estava bem ali.
Zilda estava frente a frente com um, pasmem, pequeno e inofensivo macaco. Um sagui estava dentro da casa. O pobre macaquinho parecia estar completamente amedrontado e tentava de tudo para conseguir sair daquela casa que o prendia. O sagui até se deparou com uma família de gatos e se assustou, acabou arrancando a cabeça de um deles. Mas calma, eram somente alguns gatinhos de madeira que serviam como enfeite de parede.
A querida Zilda respirou aliviada, estava bem acompanhada no fim das contas. Então, com o macaquinho bem a sua frente, tirou uma foto do ilustre visitante e ligou para a dona da casa. Zilda contou sobre o acontecido a ela, que ligou para seu filho Gabriel, para que ele fosse até a casa ajudar a Zilda.
De acordo com Gabriel, a Guarda Civil Municipal foi acionada e rapidamente chegou ao local. O Sagui foi pego em uma rede, colocado em uma caixa para transporte e levado de volta a mata, habitat a que ele pertencia.
Zilda e Gabriel passam bem após todos os sustos, mas a reportagem da Gazeta de Vargem Grande já não pode dizer o mesmo dos pobres gatinhos que apenas estavam encostados na parede e viram seu “pai” ter a cabeça arrancada por um assustado sagui.

Sagui na sala de jantar da casa. Foto: Arquivo Pessoal

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