Prefeitura informa sobre contratos com a Mult Beef

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Operação foi realizada pela Polícia Federal e Gaeco. Foto: jornacidades

A Operação Cadeia Alimentar, realizada pela Polícia Federal e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público no dia 6 de abril, solicitou informações a respeito de um contrato firmado pela prefeitura em 2016, na ocasião, a cidade era administrada pelo ex-prefeito Celso Itaroti (PTB). No entanto, conforme explicou a prefeitura, na ocasião a empresa Mult Beef, que é um dos alvos da investigação, não venceu a licitação. Porém, a mesma empresa ganhou um procedimento licitatório em 2017, já na atual gestão de Amarildo Duzi Moraes (PSDB).
A Operação Cadeia Alimentar investiga um esquema de fraudes em licitações da merenda escolar em 32 municípios paulistas, conforme relatou a Polícia Federal. No dia 6, ao todo 180 agentes cumpriram oito mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em diversas cidades. Conforme o verificado pela Gazeta junto à Polícia Federal de Ribeirão Preto, foi solicitado informações sobre um contrato firmado pela prefeitura.
Este contrato foi solicitado pela Polícia Federal, junto com outros documentos sob suspeita de outras prefeituras. Cada um desses documentos será analisado pela PF. De acordo com a polícia, na maioria dos casos, as prefeituras teriam sido vítimas das empresas investigadas que combinariam os preços para participarem das licitações. O período investigado pela Polícia Federal é de 2014 a 2016, quando Vargem era administrada por Itaroti.
A Gazeta questionou à prefeitura dados sobre o contrato solicitado. De acordo com o Executivo, foi pedido o processo do Pregão Presencial 22/2016. A prefeitura relatou que neste certame, não houve contrato com a empresa Mult Beef Comercial Ltda, que participou da concorrência, mas não venceu.
A prefeitura ainda informou que no ano passado foi realizado um Registro de Preços 18/2017, onde a empresa Mult Beef Comercial Ltda, foi vencedora do item 07 – patinho em cubos/tiras – IQF, na qual gerou a ata de registro de preços n° 007/2017 D, no valor total registrado de R$ 312 mil. De acordo com a prefeitura, o valor utilizado em carnes até a presente data foi de R$ 160.076,80. “Quanto ao processo licitatório, em análise não foi constatado nenhuma irregularidade, inclusive o valor do quilo, que é de R$ 20,80 está dentro do valor médio de aquisição das prefeituras da região”, respondeu a prefeitura à Gazeta.

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