Caixa diminui taxas para crédito imobiliário

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Marcos Ferrari, da Imobiliária São Bento, avaliou impacto das medidas na cidade. Foto: Arquivo Pessoal
Veja como ficaram as novas taxas. Fonte G1

A Caixa Econômica Federal reduziu os juros de crédito imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), portanto as taxas mínimas abaixaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano para imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a taxa caiu de 11,25% para 10% ao ano. As mudanças começaram a valer no dia 16 de abril.
O presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, falou que a redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria e contribuem para estimular o mercado imobiliário. “O objetivo da redução é oferecer as melhores condições para os nossos clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, destacou.
A Caixa também ofereceu melhoria nas condições de financiamento de imóveis para pessoas físicas. Antes o limite de cota de financiamento do imóvel usado era de 50%, com a alteração, o limite subiu para 70%. Além disso, a Caixa retomou o financiamento de imóveis com produção financiada por outros bancos com cota de até 70%.
De acordo com a Caixa, estão enquadrados no SFH imóveis residenciais de até R$ 800 mil. Não estão inclusos neste acordo imóveis dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, pois nestes estados o limite é de até R$ 950 mil. Os imóveis que estão acima do limite do SFH são enquadrados no SFI.

Avaliação

Marcos Ferrari, da Imobiliária São Bento, avaliou impacto das medidas na cidade. Foto: Arquivo Pessoal

O corretor de imóveis, Marcos Vinicius Bartichoti Ferrari, da Imobiliária São Bento, em entrevista à Gazeta de Vargem Grande comentou que acredita que com a alteração nas taxas de crédito imobiliário a tendência do mercado é melhorar, porém, essa baixa nas taxas é somente para financiamentos SFH, ou seja, para imóveis acima de R$ 200 mil reais e para isso, a renda familiar total deve ser acima de R$ 5 mil reais.
Marcos explicou que essa baixa nas taxas não é aplicada aos financiamentos pelo Programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, que é a linha mais procurada pelos vargengrandenses. “Não pode considerar o mercado imobiliário só na redução das taxas, porque o índice de desemprego está grande na cidade. Para financiar o imóvel, a pessoa precisa declarar renda”, explicou o corretor.
A reportagem da Gazeta entrou em contato com a Caixa para falar sobre os dados municipais de financiamento de imóveis, mas eles não possuem dados especificamente de uma cidade. “Infelizmente não temos dados por cidade, somente da região (são 47 municípios incluindo Vargem): no primeiro trimestre de 2018 já foram concedidos R$274,8 milhões em crédito habitacional, para financiamento de 2.401 moradias; ao longo de todo o ano de 2017 foram financiados R$1,2 milhões, com financiamento de 10.294 moradias”, informou a Superintendência Regional da Caixa, com sede em Piracicaba.

 

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